Carro de jornalista que investigava o Exército explode em Camarões
O veículo explodiu em frente a casa do jornalista Denis Nkwebo, que acredita em represália das Forças Armadas camaronesas.
Atualizado em 25/04/2014 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O camaronês Denis Nkwebo publicou recentemente um artigo no jornal independente Le Jour criticando a atuação das Forças Armadas nas fronteiras de seu país. Na madrugada desta sexta-feira (25/4), o carro do jornalista explodiu em frente a sua casa, no que ele acredita ter sido uma represália do Exército.
"Acredito que isso pode ter relação com o artigo que escrevi há alguns dias sobre a segurança nas fronteiras da região norte de Camarões. Mas não estou acusando ninguém", disse o jornalista à agência Efe.
Nkwebo afirmou que ninguém se feriu com a explosão e que o veículo "não tinha nada de errado, estava em bom estado", descartando a possibilidade de falha mecânica. "O porta-voz do Ministério da Defesa criticou o meu artigo, citando-me quatro vezes em uma carta que enviou ao Le Jour . Os membros da Segurança deste país não costumam chamar os jornalistas pelo nome. Isso me pareceu curioso", disse o camaronês.
A polícia local deu início a uma investigação para esclarecer o ocorrido. Desde 1990, quando foi aprovada a lei de liberdade de imprensa em Camarões, a censura continua sendo praticada no país. Há uma semana, o diretor do jornal Emergence , Magnus Biaga, foi preso por uma reportagem sobre casos de corrupção na polícia.
"Acredito que isso pode ter relação com o artigo que escrevi há alguns dias sobre a segurança nas fronteiras da região norte de Camarões. Mas não estou acusando ninguém", disse o jornalista à agência Efe.
Nkwebo afirmou que ninguém se feriu com a explosão e que o veículo "não tinha nada de errado, estava em bom estado", descartando a possibilidade de falha mecânica. "O porta-voz do Ministério da Defesa criticou o meu artigo, citando-me quatro vezes em uma carta que enviou ao Le Jour . Os membros da Segurança deste país não costumam chamar os jornalistas pelo nome. Isso me pareceu curioso", disse o camaronês.
A polícia local deu início a uma investigação para esclarecer o ocorrido. Desde 1990, quando foi aprovada a lei de liberdade de imprensa em Camarões, a censura continua sendo praticada no país. Há uma semana, o diretor do jornal Emergence , Magnus Biaga, foi preso por uma reportagem sobre casos de corrupção na polícia.





