Caros amigos, jornalistas / Por Renata Négri - UNIP (SP)
Caros amigos, jornalistas / Por Renata Négri - UNIP (SP)
Atualizado em 05/07/2005 às 14:07, por
Renata Négri e estudante de jornalismo da Universidade Paulista (São Paulo/SP).
Por América do Sul, Brasil, São Paulo, 22 de junho de 2005, Zona Norte, Jardim Peri, Rua Xavantina nº65. Este é o espaço geográfico onde vive Veiga Fontes, estudante de jornalismo, desempregada e sem experiência, porém na busca incessante de um estágio, que possa vir a ensiná-la os macetes da profissão.
Esta era Veiga às 9:30 da manhã, paradigmática em seu modo de vestir e pensar. De salto, calça social preta, blazer e maquiagem páprica. Prestes a subir no ônibus que a deixaria no Centro de São Paulo, onde ela, assim como todo desempregado, seria condicionada a deixar seus currículos, impressos em série, nas agências de emprego que entremeiam às ruas 24 de Maio e Barão de Itapetininga. Em seu pensamento apenas uma esperança inútil de a ligarem, avisando que teria uma entrevista na Rede Globo. Passados dois minutos, Veiga começa a ter uma sinapse cerebral, a qual mudaria seu modo de ver e pensar a atividade jornalística e que conseqüentemente a faria desistir de entrar no ônibus.
O que me falta para ser jornalista? Já estou bem vestida, pronta para apresentar um telejornal ou uma reportagem. É isso eu preciso de experiência e só vou tê-la depois de um tempo, quando já estiver empregada. Espera aí, mas o quê é um jornalista. É o profissional que transmite informação e persuade o social. Então é isso, eu não preciso ser uma estagiária para obter experiência. Vou sair a campo, buscar as informações que priorizem do geral ao particular. Em toda evolução de uma ação em qualquer espaço e tempo poderá ser uma pauta. Este ônibus mal conservado, as diferenças entre o grafite e a pichação daquele muro, aquela fila enorme no posto de saúde, tudo pode ser pauta, desde que se tenha uma informação interessante destinada a um público maior. Por isso, caros amigos jornalistas façam como a Veiga, depois da sinapse; peguem a sua parafernália técnica e saiam às ruas. Caso você não possua câmera, máquina fotográfica e gravador, use a audição, a visão, um papel e uma caneta. Se você não quer usar seus equipamentos porque tem medo de ser roubado, desculpe, mas você não é um jornalista, quem sabe poderá ser um capitalista de sucesso. As ruas são o nosso local de trabalho e o social como um todo é fonte de informação.
Esta era Veiga às 9:30 da manhã, paradigmática em seu modo de vestir e pensar. De salto, calça social preta, blazer e maquiagem páprica. Prestes a subir no ônibus que a deixaria no Centro de São Paulo, onde ela, assim como todo desempregado, seria condicionada a deixar seus currículos, impressos em série, nas agências de emprego que entremeiam às ruas 24 de Maio e Barão de Itapetininga. Em seu pensamento apenas uma esperança inútil de a ligarem, avisando que teria uma entrevista na Rede Globo. Passados dois minutos, Veiga começa a ter uma sinapse cerebral, a qual mudaria seu modo de ver e pensar a atividade jornalística e que conseqüentemente a faria desistir de entrar no ônibus.
O que me falta para ser jornalista? Já estou bem vestida, pronta para apresentar um telejornal ou uma reportagem. É isso eu preciso de experiência e só vou tê-la depois de um tempo, quando já estiver empregada. Espera aí, mas o quê é um jornalista. É o profissional que transmite informação e persuade o social. Então é isso, eu não preciso ser uma estagiária para obter experiência. Vou sair a campo, buscar as informações que priorizem do geral ao particular. Em toda evolução de uma ação em qualquer espaço e tempo poderá ser uma pauta. Este ônibus mal conservado, as diferenças entre o grafite e a pichação daquele muro, aquela fila enorme no posto de saúde, tudo pode ser pauta, desde que se tenha uma informação interessante destinada a um público maior. Por isso, caros amigos jornalistas façam como a Veiga, depois da sinapse; peguem a sua parafernália técnica e saiam às ruas. Caso você não possua câmera, máquina fotográfica e gravador, use a audição, a visão, um papel e uma caneta. Se você não quer usar seus equipamentos porque tem medo de ser roubado, desculpe, mas você não é um jornalista, quem sabe poderá ser um capitalista de sucesso. As ruas são o nosso local de trabalho e o social como um todo é fonte de informação.






