Carlos Eduardo Lins da Silva renova mandato como ombudsman da Folha

Carlos Eduardo Lins da Silva renova mandato como ombudsman da Folha

Atualizado em 20/04/2009 às 18:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Carlos Eduardo Lins da Silva renova mandato como ombudsman da Folha

Nesta semana, o jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva inicia seu segundo mandato como ombudsman do jornal Folha de S.Paulo . Segundo informa o diário, Silva, de 56 anos, tem entre suas metas, a intenção de aprimorar, de forma isenta e técnica, as maneiras de defender os interesses dos leitores.

Lins da Silva é novo profissional a ocupar o cargo de ombudsman no jornal. "São os mesmos desafios de antes. A tentativa de fazer do meu trabalho uma crítica técnica do jornalismo, de tentar explicar para os leitores que a minha posição não me permite tomar partido em nenhuma polêmica. Minha opinião é absolutamente irrelevante. Eu não devo ser juiz, eu devo ser alguém que cobra tecnicamente o jornal", diz o jornalista, em entrevista à Folha .

Segundo o jornalista, nesse primeiro ano de mandato, sua análise é de que o jornal ainda não atingiu "o grau de aprofundamento que ele considera necessário para a sobrevivência do jornal impresso".

Na edição do último domingo (19), Carlos Eduardo Lins da Silva, disse, ainda, que o diário dedicará metade da seção "Painel do Leitor" às cartas de leitores, "sem manifestação de quem aparece nas páginas dos noticiários". Com isso, segundo Lins da Silva, encerra uma discussão de quase duas décadas sobre o espaço que deveria ser "dedicado aos leitores e não apenas aos personagens da notícia e seus assessores".

Divulgação
Carlos Eduardo Lins da Silva
O ombusdman aponta outra mudança. Desde a última quarta-feira (15), "não há mais textos publicados sobre fundo cinza, o que dificultava a leitura".

O jornalista ressalta também a dificuldade do jornal em escolher as cartas dos leitores que devem ser publicadas. "A tarefa do editor de cartas é dura. O da Folha recebe em média 110 por dia e só tem espaço para 10% delas na edição impressa (outros 10% saem na versão eletrônica)", frisou.

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