Carinho e cafuné não fazem mal a ninguém

Carinho e cafuné não fazem mal a ninguém

Atualizado em 20/05/2009 às 23:05, por Lucia Faria.

Acabo de voltar de um festival latinoamericano de publicidade ocorrido no Rio de Janeiro, onde recebi na sala de imprensa jornalistas da Argentina, França, Estados Unidos e outros países vizinhos, além de uma série de brasileiros. Ao abrir os e-mails, dois me chamaram atenção. São de jornalistas cariocas, ambos de veículos fora da chamada grande imprensa, agradecendo pelo "carinho" recebido durante aquela semana.

Coloquei aspas na palavra para destacar aquilo que me chamou tanta atenção. Em primeiro lugar, não é comum jornalistas mandarem e-mail a assessores agradecendo a atenção dispensada. Em teoria, nada fizemos além da obrigação. Fiquei me perguntando, no entanto, se o gesto tem a ver com o fato de serem veículos de menor porte, não acostumados a tratamento atencioso das assessorias e seus clientes.

Se for isso, azar de quem não cuida bem dos focas e dos pequenos veículos. Todos nós começamos timidamente na profissão e temos histórias hilariantes dos grandes foras para contar. Só que crescemos, evoluímos e nunca apagamos da mente aqueles que nos destrataram diante da pergunta ingênua.

Por isso, aos clientes alerto que o foca de hoje poderá ser o dono do circo amanhã. E aos assessores recomendo dar mais atenção (ou carinho) aos colegas atualmente em veículos "menores". Afinal, hoje não há mais tamanho nem documento. Na internet, vale tudo e todos. Se escrever esta coluna de estreia hoje causa alguma angústia em mim, provavelmente não provoca nenhum estresse nos milhares de blogueiros que invadem a rede a cada segundo.