“Capas que são verdadeiras homenagens à nossa história e a quem ajuda a escrevê-la”, por Fernanda Iarossi

Só que de uns meses para cá parece que experiências “fora da caixinha” mostram que grandes nomes das artes e das ciências estão tomando luga

Atualizado em 02/10/2020 às 08:10, por Fernanda Iarossi.

Opinião

Mulher com look perfeito, maquiagem perfeita, penteados perfeitos, produção perfeita. Normalmente era a fórmula perfeita das capas das revistas femininas - símbolo de sucesso era trazer na capa a famosa mais perfeita para falar de moda, cuidados com o corpo, a beleza. Impunha às redações uma verdadeira disputa pela famosa mais bela – ou mais “em alta” (e a agenda para marcar o ensaio fotográfico), pelo biquíni mais incrível, pelo produtor e fotógrafo exigido pela celebridade. Tudo para ficar perfeito e render um passo a passo de como ser perfeita na vida real.


r desta “fórmula batida”.


Crédito:Reprodução instagram

Gilberto Gil está na capa de retorno da ELLE Brasil na versão impressa. Rita Lee está na capa de CLÁUDIA, depois de Laura Cardoso, Elza Soares e Zezé Motta.


A voz da experiência, o registro da história destas vidas que, como pessoas públicas, reforçam o papel do jornalismo de revista para documentar a própria história do país.


Vida longa a estas ideias de estampar na área nobre dos magazines histórias de vida que não se resumem a ter um corpo perfeito, um treino matador para ter corpo perfeito, um passo a passo de make perfeita… Afinal, gente como a gente faz muito mais sentido em tempos de pandemia, isolamento social, não é mesmo?


Crédito:Arquivo Pessoal

* é jornalista, Mestre em Comunicação Midiática pela UNESP – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Neto. Professora nos cursos de Comunicação da UAM – Universidade Anhembi Morumbi e Fapcom – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e em São Paulo. Coordenada o Grupo de Pesquisa Discursos Midiáticos na Fapcom.



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