Capas alternativas

Capas alternativas

Atualizado em 08/12/2008 às 10:12, por Redação Revista Imprensa.

Escolher a melhor imagem e chamadas para a capa é, quase sempre, uma tarefa árdua. Os motivos são diversos: a matéria prevista para a capa não está boa como esperado; não há foto com resolução suficiente; mais de uma reportagem concorre para estampar a frente da revista; não há imagem que traduza o espírito da matéria; é difícil resumir criativamente numa manchete o conteúdo da matéria; as chamadas não cabem; há muitas opções de imagem, etc.

Felizmente, no caso da edição 241, contou a última opção. Muitas fotos saíram do ensaio fotográfico realizado por Adolfo Vargas a partir dos bonecos de pífanos encomendados à artesã Sueli Ribas . Inicialmente, o fechamento entre editor e arte chegou à seguinte solução:

Foram, inicialmente, identificados problemas na manchete: "futuro" não diz respeito imediatamente ao que acontece agora no Brasil, em seu momento presente. As chamadas menores, abaixo, também omitiram o impacto dessa revolução sobre a mídia tradicional, um dos principais focos do artigo. Quanto à imagem, a idéia original era justamente mostrar os bonecos de pífanos frontalmente, "encarando" com seus gadgets o leitor. Mas o resultado traduziu pouca "humanidade" ao conjunto, como se fosse um retrato de prateleira de loja.

Depois, em revisão com toda a equipe, chegou-se às duas opções seguintes:

Em ambas alteraram-se os textos da manchete e das chamadas depois de horas de discussão e brain storms. Quanto às imagens, na primeira o verde ao fundo trouxe um novo alento e conquistou muita gente da redação. Mas persistia o "fator prateleira". Além disso, em contraste à prevalência do preto na edição anterior (240), preferiu-se manter esta cor ao fundo e deixar as tarjas da capa coloridas. Além disso, os pífanos em perspectiva quebraram um pouco da "robustez" das primeiras opções. A arte tratou o brilho do verniz no rosto da banda e, assim, chegamos à segunda versão, que foi para as bancas. Obviamente, a decisão não foi unânime. Mas fechar uma revista é assim mesmo: muitos problemas para resolver, dezenas de palpites e intuições sobre o trabalho, centenas de decisões para tomar e quase nenhuma certeza sobre nada. Por isso é divertido.

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