Capa: diga-me com quem andas
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Aécio Neves
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Ciro Gomes
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D ilma Rousseff
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José Serra
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* Os termos foram reproduzidos como estão publicados no Google Insights.
** Breakout significa que o termo buscado teve crescimento maior que 5000%.
ENTREVISTA: LUIS NASSIF
Acompanhe a entrevista que a revista IMPRENSA realizou com o jornalista Luis Nassif. Nassif é colunista do IG e em suas artigos trata de política e temas contemporâneos. Ele foi contactado para partipar da reportagem de capa da revista IMPRENSA 247, "Hoje leitor, amanhã eleitor", à pág. 35. Como só conseguimos obter suas respostas após o fechamento da edição impressa, publicamos aqui a íntegra de sua entrevista. Abaixo, Nassif fala sobre a relação entre mídia e políticos, além de comentar o potencial de influência que a imprensa exerce sobre o eleitorado brasileiro:
Revista Imprensa - Não é novidade que a mídia influencia na decisão política de um eleitor médio. Mas como ela pode ter papel decisivo ao intermediar o cenário político com a sociedade?
Luis Nassif - Creio que ela não terá mais papel decisivo. A partir de 2005 os jornais abriram mão dessa mediação e se tornaram parte integrante do jogo político. Com isso, a vitória de Lula em 2006 significou a derrota da grande mídia e permitiu o florescimento dos blogs. Nas próximas eleições seu papel será o mais irrelevante desde a redemocratização.
E o contrário? De que forma a mídia influencia nas discussões da oposição e dita as regras do jogo?
A mídia tem pautado a oposição com sucessivos escândalos. Com isso, a oposição perdeu o rumo das propostas. Com os índices de aprovação do governo Lula, com a crise econômica refluindo, denúncias e acusações terão fraco apelo eleitoral. O único político de oposição com o discurso correto é Aécio Neves, que propõe a continuidade com avanços do governo Lula. Mas é voz minoritária na mídia e no jogo da oposição.
Em relação ao episódio da Petrobrás. O que você achou da repercussão?
O Blog da Petrobrás bateu no cerne do poder da mídia, que é a capacidade de editar as notícias de acordo com o viés que melhor lhe aprouver. É um divisor de águas, porque os jornais doravante terão que ser muito mais rigorosos na apuração de matérias, já que a matéria prima (as informações coletadas) estará cada vez mais acessível aos leitores.
E a enfermidade de Dilma, quais os limites da cobertura?
Como a doença aparentemente não será grave, não terá maiores influências. Mas houve de lado a lado exploração do episódio, com total desrespeito pela condição da Ministra.
A falta de Lei de Imprensa pode influenciar na cobertura?
A cobertura será de escandalização de tudo, com ou sem a lei de imprensa.
Quais são os parâmetros e limites para a divulgação/publicação da intenção de votos pelos veículos?
As pesquisas têm influência sobre financiadores de campanha e eleitores. Deveriam ser auditadas.






