Caos no saguão, caos na redação
Caos no saguão, caos na redação
Imprensa divulga pesquisa inédita que avalia a cobertura da crise aérea brasileira e indica que a discussão ainda é grande entre autoridades, assessores de imprensa e jornalistas
Uma nota oficial assinada pela FAB, pela Anac e pela Infraero foi divulgada em 29 de setembro de 2006, dando conta de que o vôo da Gol 1907 havia sumido. No dia seguinte ao desaparecimento da aeronave, veio a confirmação: o Boeing tinha caído entre o norte do Mato Grosso e o sul do Pará. A bordo, 154 pessoas. Com o maior desastre aéreo da história do Brasil até então, iniciou-se um período de forte crise no setor aéreo brasileiro, acompanhado de uma pauta que tomaria conta dos noticiários de todo o país. Atrasos exacerbados e cancelamentos de vôos começaram a gerar questionamentos sobre a estrutura e o preparo do setor para gerenciar um fluxo tão grande de vôos - só o aeroporto de Congonhas, o maior em número de passageiros e de vôos do país, realiza cerca de 600 vôos por dia. Há dois anos o Brasil entrava numa crise aérea que parecia não ter fim. Menos de um ano depois da tragédia da Gol, outro acidente ainda mais drástico ocorreu. A queda de um avião da TAM em uma das avenidas mais importantes e movimentadas de São Paulo causou quase 200 mortes e prolongou o caos. Voar virou tarefa cada vez mais difícil. Assim como cobrir a confusão instalada nos ares e nos aeroportos do Brasil. A crise não se instalou apenas nos céus. Ela veio com toda a força para as pautas jornalísticas.
Diante dessa situação, IMPRENSA divulga uma pesquisa realizada pela Mídia B, que analisa a cobertura jornalística da mídia impressa no Brasil sobre a crise aérea. Foram analisados conteúdos veiculados de 30 de setembro de 2006 a 31 de dezembro de 2007 dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense e da revista semanal Veja. O resultado da pesquisa foi divulgado em evento realizado pela Revista IMPRENSA em São Paulo no dia 12 de agosto. Com presença do presidente da Infraero e de representantes dos diversos setores envolvidos, além de parte dos jornalistas que cobriram os acontecimentos, discutiu-se o resultado da pesquisa, a atual situação do setor e as dificuldades de realizar tal cobertura.
Leia matéria completa na edição 238 de IMPRENSA






