Canal Telesur causa polêmica ao divulgar imagens de refém das Farc
Canal Telesur causa polêmica ao divulgar imagens de refém das Farc
O governo do presidente Álvaro Uribe acusou a emissora Telesur de colaborar com o grupo terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). A denúncia foi feita depois que a rede de TV divulgou imagens exclusivas da libertação do refém Pablo Moncayo. Para o governo colombiano, a emissora multiestatal, com sede em Caracas, faz "propaganda" da guerrilha.
Nas imagens da Telesur, o refém aparece andando em círculos, olhando para o relógio e conversando com a câmera: "Estou a poucas horas de encontrar minha família", disse Moncayo. Pouco depois um helicóptero do Exército brasileiro chega ao local e o resgata.
"O governo nacional reprova que um meio de comunicação como a Telesur se preste a fazer propaganda para um grupo terrorista e sequestrador como as Farc", disse Frank Pearl, do Alto Comissariado da Paz para o país latino. "Este meio de comunicação deve explicar ao país a razão de estar em um ponto do território colombiano com guerrilheiros das Farc", enfatizou.
Por meio de um comunicado divulgado em seu site na internet, a Telesur informou que não havia câmeras da emissora no local e que as imagens foram obtidas através de um e-mail.
"Nos preocupa que esta irresponsável afirmação do governo colombiano estigmatize nosso trabalho jornalístico", afirmou a rede de TV, acrescentando que as mesmas imagens também foram obtidas por outros veículos nacionais e internacionais.
Pelo acordo de libertação, os helicópteros brasileiros só souberam da localização do refém depois que ligaram os motores. Por meio de um envelope, os militares receberam informações precisas sobre o paradeiro de Moncayo. A informação é da agência Efe.
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