Canal de TV veicula informação falsa sobre invasão de tropas russas na Geórgia
Canal de TV veicula informação falsa sobre invasão de tropas russas na Geórgia
Canal de TV veicula informação falsa sobre invasão de tropas russas na Geórgia
| Divulgação |
| Mikhail Saakashvilli |
A emissora de TV pró-governo da Geórgia, Imedi, causou polêmica na noite do último sábado (13), após veicular uma notícia falsa de que tanques da Rússia haviam invadido o país. Na informação, a TV chegou a noticiar que o presidente georgiano, Mikhail Saakashvilli, havia sido assassinado e que o político opositor, Nino Burdzhanadze, tinha assumido o poder.
Meia hora depois da notícia, o país - uma ex-república soviético do Cáucaso - entrou em colapso. Pessoas saíram em pânico às ruas, os centros comerciais da capital, Tbilisi, ficaram vazios e pessoas perambulavam à procura de informações sobre familiares.
Logo em seguida, confirmou-se que a informação era falsa e que o atual presidente não havia sido assassinado pelas tropas russas. Após a repercussão do caso, políticos da oposição condenaram a iniciativa da emissora, classificando-a como irresponsável e perigosa.
Moradores da capital se reuniram e fizeram um protesto em frente à sede da emissora. O presidente da empresa dona do canal afirmou que a informação falsa foi veiculada para mostrar o risco em que vivem os habitantes da Geórgia. Em 2008, tanques da Rússia invadiram o país, em um breve conflito pela posse das regiões separatistas da Abkhásia e Ossétia do Sul.
A direção da Imedi, porém, informou que o alerta não passava de um cenário possível na realidade da Geórgia. A informação falsa, além de causar pânico e revolta entre os moradores, também provocou mortes.
"Uma mulher cujo filho está no exercito teve um ataque cardíaco e morreu. Outra, grávida, perdeu o bebê. Muitas crianças foram levadas ao hospital com estresse. Foi horrível o que aconteceu. Foi um ato criminoso que precisa ser punido", disse Zaza Gachechiladze, editor-chefe do jornal em inglês The Georgian Messenger .
Especula-se que a notícia falsa esteja relacionada a uma tentativa do governo de desestabilizar a oposição, às vésperas das eleições para prefeito de Tbilisi. O líder da oposição, citado pela TV como o novo presidente do país, defendeu recentemente a retomada das relações com a Rússia, o que é rejeitado pelo governo.
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