Campanha na web pede ajuda para jornalista paraense indenizar família de empresário
No início da semana, um texto que circula entre jornalistas e pessoas ligadas à comunicação pede apoio para que o jornalista paraense Lúcio
Atualizado em 17/02/2012 às 15:02, por
Luiz Gustavo Pacete.
Flávio Pinto consiga pagar uma indenização de R$8 mil para a família do empresário falecido Cecílio do Rego Almeida.
Flávio Pinto foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará por “ofender moralmente” o empresário que era dono da Construtora C. R. Almeida. A origem do processo está em uma reportagem do Jornal Pessoal , editado pelo jornalista que chama o empresário de “pirata fundiário”.
A matéria denunciou a tentativa de posse de cinco milhões de hectares na região do vale do Xingu a partir de registros imobiliários falsos. A sentença foi expedida em 2006 e poderia ter sido reavaliada se o recurso fosse submetido ao Supremo Tribunal de Justiça, que se recusou a reavaliação por ausência de documentos no último dia 7 de fevereiro.
Apesar de a indenização estar fixada em R$8 mil ultrapassará esse valor em função de correção monetária dos últimos seis anos. Flávio Pinto também perdeu a condição de réu primário, ficando exposto a outras 33 ações que lhe foram impostas nos últimos 20 anos por políticos e empresas por informações veiculadas em seu jornal.
“Não pretendo desempenhar o papel de herói. Sou apenas um jornalista. Por isso, preciso, mais do que nunca, do apoio das pessoas de bem. Primeiro para divulgar essas iniquidades, que cerceiam o livre direito de informar e ser informado, facilitando o trabalho dos que manipulam a opinião pública conforme seus interesses escusos. Em segundo lugar, para arcar com o custo da indenização. Infelizmente, no Pará, chamar o grileiro de grileiro é crime, passível de punição”, afirma o jornalista.
O apoio ao jornalista está sendo realizado via depósito financeiro em conta divulgada por apoiadores. Várias entidades e jornalistas demonstraram apoio a Flávio Pinto, entre eles Ricardo Kotscho que considera a condenação absurda. "Lúcio é, acima de tudo, um estudioso, um trabalhador incansável, que não se conforma com as injustiças e as bandalheiras de que são vítimas a floresta e o povo que nela habita. Por isso, foi perseguido a vida toda pelos que ameaçam a sobrevivência desta região transformando as riquezas naturais em fortunas privadas", disse Kotscho em seu blog.
Flávio Pinto foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará por “ofender moralmente” o empresário que era dono da Construtora C. R. Almeida. A origem do processo está em uma reportagem do Jornal Pessoal , editado pelo jornalista que chama o empresário de “pirata fundiário”.
A matéria denunciou a tentativa de posse de cinco milhões de hectares na região do vale do Xingu a partir de registros imobiliários falsos. A sentença foi expedida em 2006 e poderia ter sido reavaliada se o recurso fosse submetido ao Supremo Tribunal de Justiça, que se recusou a reavaliação por ausência de documentos no último dia 7 de fevereiro.
Apesar de a indenização estar fixada em R$8 mil ultrapassará esse valor em função de correção monetária dos últimos seis anos. Flávio Pinto também perdeu a condição de réu primário, ficando exposto a outras 33 ações que lhe foram impostas nos últimos 20 anos por políticos e empresas por informações veiculadas em seu jornal.
“Não pretendo desempenhar o papel de herói. Sou apenas um jornalista. Por isso, preciso, mais do que nunca, do apoio das pessoas de bem. Primeiro para divulgar essas iniquidades, que cerceiam o livre direito de informar e ser informado, facilitando o trabalho dos que manipulam a opinião pública conforme seus interesses escusos. Em segundo lugar, para arcar com o custo da indenização. Infelizmente, no Pará, chamar o grileiro de grileiro é crime, passível de punição”, afirma o jornalista.
O apoio ao jornalista está sendo realizado via depósito financeiro em conta divulgada por apoiadores. Várias entidades e jornalistas demonstraram apoio a Flávio Pinto, entre eles Ricardo Kotscho que considera a condenação absurda. "Lúcio é, acima de tudo, um estudioso, um trabalhador incansável, que não se conforma com as injustiças e as bandalheiras de que são vítimas a floresta e o povo que nela habita. Por isso, foi perseguido a vida toda pelos que ameaçam a sobrevivência desta região transformando as riquezas naturais em fortunas privadas", disse Kotscho em seu blog.
À IMPRENSA, Flávio Pinto ressalta que o jornal publicado de forma alternativa sempre teve dificuldades para ser financiado. “Durante parte da minha vida, pude circular em todos os lugares que eu quis. Sempre a empresa jornalística custeou minhas atividades, quando optei pela imprensa alternativa deixei de ter dinheiro para financiar minhas coberturas. Hoje, a imprensa alternativa é cara, eu optei por não ter publicidade, isso me limita um pouco”, afirma.





