Campanha infeliz dos 45 anos da TV Globo ainda provoca discussão
Campanha infeliz dos 45 anos da TV Globo ainda provoca discussão
Atualizado em 14/05/2010 às 16:05, por
Fabio Maksymczuk.
A TV Globo comemora 45 anos neste ano. A emissora platinada lançou, inicialmente, uma campanha, no mínino, infeliz. Diversos artistas entoavam a ideia "Todos queremos mais" em emoção, informação, alegria e até em educação e saúde, palavras chaves de qualquer campanha política. Só que estamos em ano eleitoral e o candidato a Presidência da República, José Serra, do PSDB, usa como mote o lema "O Brasil pode mais". Além disso, 45 é o número do partido do ex-governador de São Paulo. A mensagem subliminar não agregou boa imagem para uma emissora que pretende se posicionar como neutra na cobertura das eleições. A TV Globo, envolvida em diversas teses de favorecimento a determinados candidatos, voltou a se queimar. No longínquo ano de 1989, muitos estudiosos em comunicação afirmam que o canal favoreceu, em seus telejornais (e até em suas novelas), Fernando Collor contra o então líder sindical Lula da Silva. Essa mácula impregnou os noticiários da casa, principalmente o "Jornal Nacional", até hoje. Fora o episódio que envolveu Leonel Brizola nas disputas eleitorais do Rio de Janeiro. Passados mais de 20 anos, os petistas, ainda com feridas abertas, chiaram contra o filmete imediatamente após a veiculação da campanha dos 45 anos do canal platinado. Hoje com a maior democratização dos meios de comunicação, a emissora encarou um beco sem saída e resolveu tirar do ar o material comemorativo. Produziram outro vídeo promocional que destaca avanços tecnológicos com crianças e adolescentes. Uma curiosidade precisa ser citada. No texto lido pelo elenco infanto-juvenil, aparece o trecho "reinventando esperança". O vocábulo "esperança" foi a maior marca da campanha lulista em 2002. Naquele ano, a TV Globo exibia a novela "Esperança" (percebam o título), de Benedito Ruy Barbosa, que tinha como protagonista o italiano Toni, vivido por Reinaldo Gianecchini. Em plena campanha eleitoral, o personagem adotou um tom politizado com o discurso da esquerda. Além disso, Gianecchini apareceu com um visual barbado. Por acaso, não ocorreu pressão dos petistas naquela ocasião... As duas campanhas promocionais da TV Globo não retratam a importância da emissora na vida do brasileiro. Os responsáveis pela criação focalizaram apenas o futuro, ao invés de valorizar a história e promover um "link" com o presente e futuro do canal. 






