Campanha #FalaPazuello exige transparência do Ministério da Saúde

Jornalistas, influenciadores e personalidades se uniram nesta quinta (17) à Abraji, Transparência Brasil, organizações do Fórum de Direito de Acesso a Informações e a outras entidades de defesa da liberdade de expressão para lançar a campanha virtual #FalaPazuello e #MaisTransparênciaPazuello.

Atualizado em 17/12/2020 às 18:12, por Redação Portal IMPRENSA.


A campanha condena a falta de transparência do Ministério da Saúde na divulgação de dados sobre a pandemia. Entre os problemas que a motivaram está a falta de atualização por 13 semanas (de 22/08 a 02/12) da plataforma on-line do Ministério da Saúde com número de testes de covid-19 distribuídos. A Abraji informa que a última atualização aconteceu há 14 dias. Crédito:Reprodução Fórum de Direito de Acesso a Informações Outro problema foi identificado nos boletins epidemiológicos publicados às quintas-feiras. "(...) há um vácuo de quase um mês entre as edições 38 e 39 da publicação", alerta a Abraji, acrescentando que, após sofrer ataques cibernéticos, o Ministério da Saúde não publicou boletins referentes às três primeiras semanas de novembro.
"O preenchimento diário do Censo Hospitalar é obrigatório desde abril, mas a primeira e última atualização dos dados sobre leitos disponíveis e ocupados foi feita em outubro. As informações estão disponíveis apenas em um formato acessível apenas a especialistas", prossegue a Abraji.
Outro ponto que alimentou a campanha é a queda ao longo de 2020 na frequência de coletivas de imprensa pelo Ministério da Saúde sobre a pandemia. O intervalo entre elas era de, em média, 1,6 dia. Subiu para mais de 4 em maio, sendo que o ministro Pazuello só esteve presente em 13% das coletivas sobre a pandemia (menor taxa entre os três ministros da saúde de Bolsonaro).