Campanha do Ministério da Saúde adota a Prevenção Combinada para evitar o HIV/aids

Já está no ar nova campanha de prevenção à aids do Ministério da Saúde. Desenvolvida pela agência Propeg, as peças têm como assinatura a frase: “Aids, escolha sua forma de prevenção” baseada na abordagem da Prevenção Combinada, que consiste em informar as pessoas sobre as várias formas de prevenção e oferecer a elas a possibilidade de escolher e combinar as formas de prevenção que melhor se adequem às suas necessidades ou características.

Atualizado em 10/03/2017 às 10:03, por Conteúdo Patrocinado*.



Crédito:Ministério da Saúde “O objetivo é conscientizar as pessoas de que os preservativos masculino ou feminino não são as únicas formas para prevenir a transmissão do vírus”, explica a diretora do Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken. Ela lembra que existem métodos e medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que podem proteger a pessoa da infecção pelo vírus.

Como exemplo, ela cita a Profilaxia Pós-Exposição, a PEP. Ela se aplica tanto aos casos de acidentes com objetos perfurocortantes, como agulhas e seringas, ou de relações sexuais desprotegidas. Após a exposição, a pessoa tem de 4 a 72 horas para iniciar o tratamento com antirretrovirais, por um período de 28 dias. Esse tratamento impede que a pessoa se infecte com o HIV.

Além do uso do preservativo e da PEP, a campanha fala sobre a necessidade de realização de testes para o HIV, sobretudo no início do pré-natal no caso das mulheres grávidas. “Se o resultado da mãe for positivo, há protocolos que podem impedir a transmissão do vírus para o bebê. Além disso, quanto antes uma pessoa souber que está infectada com o HIV, mais cedo iniciará o tratamento, evitando com isso o desenvolvimento da doença e o ciclo de transmissão do vírus para outras pessoas, já que, em tratamento, a carga viral tende a ficar indetectável”, ressalta Benzaken.

A campanha também chama a atenção para o uso do preservativo como forma de proteção contra as outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Ao se tratar uma dessas infecções, como clamídia, gonorreia, sífilis, herpes genital etc., diminuem-se a chances de infecção pelo HIV, já que uma IST aumenta em até 18 vezes as chances de uma pessoa adquirir o HIV em uma relação sexual desprotegida.

A prevenção combinada – nova abordagem adotada pelo Ministério da Saúde para falar de prevenção ao HIV – engloba oito formas de prevenção, que devem ser escolhidas e combinadas por cada pessoa, de acordo com cada situação vivida. São elas:

* Preservativo masculino e feminino * Redução de danos (não compartilhamento de objetos perfuro cortantes) * Testagem regular de HIV * Exame de HIV e outras IST no pré-natal * Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) * Profilaxia Pós-Exposição (PEP) * Diagnosticar e tratar outras IST * Tratamento para todas as pessoas

As peças da campanha são constituídas por dois filmes, um de 90 segundos (para as redes sociais) e um de 30 segundos (para a TV aberta); um spot de rádio; cartazes voltados para gestantes, casal homoafetivo, heterossexuais e mulheres trans.

O público-alvo prioritário da campanha são os jovens, que representam uma das populações-chave para a infecção pelo HIV. Por isso, a linguagem simples e leve, de fácil entendimento.

Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde demonstram que, no Brasil, estima-se que 827 mil pessoas vivem com HIV/aids. Desse total, 372 mil não estão se tratando e 112 mil não sabem que têm o vírus.

*Conteúdo oferecido pelo Ministério da Saúde