Campanha de 14 entidades destaca papel do jornalismo científico no controle do ebola

A World Federation of Science Journalists divulgou comunicado em que chama a atenção para a importância do trabalho integrado de jornalistas de ciência, cientistas e comunidades.

Atualizado em 20/09/2014 às 17:09, por Redação Portal IMPRENSA.

a atenção para a importância do trabalho integrado de jornalistas de ciência, cientistas e comunidades. O objetivo é ter uma comunicação responsável sobre a epidemia de ebola no oeste da África.

Segundo o texto, há conflitos entre a comunicação das medidas de vigilância epidemiológica implementadas pelos governos dos países do oeste africano e as informações divulgadas. Além disso, o comunicado alerta que a má comunicação da epidemia tem aumentado a apreensão entre o público e a confusão entre cientistas e jornalistas que cobrem o surto.

“Para benefício da sociedade como um todo, precisamos ter uma comunidade de jornalismo científico forte, capaz de criticar e interpretar a informação de modo que possa ser útil na formulação de políticas e na vida diária", afirma o texto.

O comunicado é assinado por outras 13 entidades de jornalismo científico da África. São elas: African Federation of Science Journalists, Association Congolaise des Journalistes Scientifiques, Association des Journalistes et Communicateurs Scientifiques du Bénin, Association des Journalistes et Communicateurs Scientifiques du Burkina Faso, Cameroon Science For Life, Collectif des Journalistes Scientifique de Côte d'Ivoire, Kenya Environment and Science Journalists Association, Media for Environment, Science, Health and Agriculture, Nigeria Association of Science Journalists, Science Journalists and Communicators of Togo, South African Science Journalists Association, The Uganda Science Journalists Association e Zimbabwe Environment and Science Journalists Association.
As 14 entidades pedem a governos e organizações internacionais e regionais que reconheçam o valor dos jornalistas de ciência e seu papel crítico na saúde pública. Nas redes sociais, a WFSJ iniciou uma campanha de conscientização para o papel do jornalismo científico na cobertura sobre o ebola. A entidade tem usado no Twitter as hashtags #EbolaResponse, #journalismmatters e #sciencejournalism.