Camisinhas anti-estupro
Camisinhas anti-estupro
Atualizado em 25/06/2010 às 15:06, por
Silvia Dutra.
Por causa da Copa do Mundo, a África do Sul está sob o foco da imprensa do mundo inteiro. Mas um jornal daqui de Fort Lauderdale, o Sun Sentinel, resolveu falar sobre aquele país africano por um viés completamente diferente e original, embora com alguma relação com o evento esportivo.
Na edição de ontem, o Sun Sentinel alertava as americanas fãs de futebol que pretendam visitar a África do Sul para que não esqueçam de comprar e usar um produto de proteção pessoal chamado Rape-aXe. A rede de televisão CNN também deu a notícia, acrescentando que o produto já está sendo distribuído em várias cidades da África do Sul onde estão ocorrendo os jogos da Copa.
Trata-se de uma camisinha feminina de borracha inventada para punir imediatamente os estupradores e auxiliar a polícia na identificação dos criminosos.
A África do Sul é o país campeão mundial em estupros, conforme estudo divulgado pela Interpol. Dados da Anistia Internacional dão conta que milhares de mulheres são estupradas todos os anos e quase metade das vítimas tem menos de 18 anos. Estima-se que uma violação ou tentativa de estupro ocorra a cada 17 segundos naquele país. Entre 28 a 30 por cento das adolescentes sul-africanas reportam terem sido forçadas em seu primeiro encontro sexual. Também são comuns estupros de crianças e até bebês com meses de idade. Estupros recreacionais feitos por gangues contra uma ou mais vítimas receberam até um nome, uma gíria nova no idioma: Jackrolling. A grande maioria dos casos permanece impune.
O problema é tão prevalente naquela sociedade que celebridades como a atriz Charlize Theron, nascida na África do Sul, participam gratuitamente de campanhas visando chamar a atenção das autoridades policiais e médicas para essa tragédia e chacoalhar a consciência nacional.
E foi uma médica, Sonnet Ehlers, cansada de lidar diariamente com os horrores desse tipo de crime, que inventou o Rape-aXe. Ela conta que a inspiração veio de uma paciente, completamente traumatizada após um estupro, que ficava repetindo: "se ao menos eu tivesse dentes lá embaixo". A doutora Ehlers resolveu criar esses dentes.
Inventou um tipo de uma armadilha para estupradores. A coisa funciona como um absorvente interno. Feito de látex, macio dos lados em que ficará em contato com o corpo feminino, Rape-aXe tem uma cavidade pronta para causar estragos caso ocorra um estupro.
No momento de uma penetração forçada, o instrumento fecha-se com força em volta do pênis do estuprador. Por ter fileiras de dentes no formato de anzóis em toda a extensão, uma vez acoplado ao pênis o aparato só poderá ser retirado por um médico. E esse procedimento, espera a inventora, deverá ser acompanhado por policiais para fazer a prisão.
Diz a doutora Ehlers, que o produto foi inventado mesmo para doer e causar intenso desconforto ao estuprador para que ele se distraia com o sofrimento e a vítima tenha tempo de fugir. O imbecil que cair nessa armadilha não vai poder urinar ou andar. Se tentar retirar o instrumento vai sofrer ainda mais porque a pressão sobre o pênis vai aumentar e ele terá cicatrizes para se lembrar do infeliz acontecimento para o resto da vida.
Além disso, o aparelho também protege a mulher de contrair doenças sexualmente transmissíveis, já que qualquer fluido corporal do agressor vai ficar contido dentro da própria cápsula de borracha.
Críticos da invenção chamam o aparelho de "medieval", ao que a doutora rebate, no site do produto, que ainda mais medieval é o desrespeito com o corpo e as vontades de uma mulher. Touché!
Dr. Ehlers concorda que sempre existe a possibilidade do agressor ficar ainda mais violento e acabar matando a vítima, mas argumenta que esse já é um risco inerente a qualquer crime. Ela também admite que mulheres vingativas podem fazer mau uso do produto para punir maridos ou namorados mesmo em situações de sexo consensual.
Entretanto ela está convencida - e eu também - que os benefícios do produto em muito superam os eventuais riscos do uso inapropriado. E para isso oferece um simples conselho ao homens que se relacionam com mulheres de espírito vingativo: "não coloque o que te pertence em locais que não ter pertencem e você nunca terá problemas". Touché mais uma vez.
Quem quiser assistir a um filme que explica em detalhes o funcionamento dessa maravilhosa invenção pode checar esse site aqui: http://www.antirape.co.za/
Que me perdoem os fanáticos por futebol, o que se preocupam em mandar o Galvão calar a boca ou ficam irritados com as grosserias do Dunga, mas pra mim essa foi uma das melhores notícias que vieram da África do Sul nas últimas semanas.

Na edição de ontem, o Sun Sentinel alertava as americanas fãs de futebol que pretendam visitar a África do Sul para que não esqueçam de comprar e usar um produto de proteção pessoal chamado Rape-aXe. A rede de televisão CNN também deu a notícia, acrescentando que o produto já está sendo distribuído em várias cidades da África do Sul onde estão ocorrendo os jogos da Copa.
| Reprodução |
| Camisinha anti-estupro |
Trata-se de uma camisinha feminina de borracha inventada para punir imediatamente os estupradores e auxiliar a polícia na identificação dos criminosos.
A África do Sul é o país campeão mundial em estupros, conforme estudo divulgado pela Interpol. Dados da Anistia Internacional dão conta que milhares de mulheres são estupradas todos os anos e quase metade das vítimas tem menos de 18 anos. Estima-se que uma violação ou tentativa de estupro ocorra a cada 17 segundos naquele país. Entre 28 a 30 por cento das adolescentes sul-africanas reportam terem sido forçadas em seu primeiro encontro sexual. Também são comuns estupros de crianças e até bebês com meses de idade. Estupros recreacionais feitos por gangues contra uma ou mais vítimas receberam até um nome, uma gíria nova no idioma: Jackrolling. A grande maioria dos casos permanece impune.
O problema é tão prevalente naquela sociedade que celebridades como a atriz Charlize Theron, nascida na África do Sul, participam gratuitamente de campanhas visando chamar a atenção das autoridades policiais e médicas para essa tragédia e chacoalhar a consciência nacional.
E foi uma médica, Sonnet Ehlers, cansada de lidar diariamente com os horrores desse tipo de crime, que inventou o Rape-aXe. Ela conta que a inspiração veio de uma paciente, completamente traumatizada após um estupro, que ficava repetindo: "se ao menos eu tivesse dentes lá embaixo". A doutora Ehlers resolveu criar esses dentes.
Inventou um tipo de uma armadilha para estupradores. A coisa funciona como um absorvente interno. Feito de látex, macio dos lados em que ficará em contato com o corpo feminino, Rape-aXe tem uma cavidade pronta para causar estragos caso ocorra um estupro.
No momento de uma penetração forçada, o instrumento fecha-se com força em volta do pênis do estuprador. Por ter fileiras de dentes no formato de anzóis em toda a extensão, uma vez acoplado ao pênis o aparato só poderá ser retirado por um médico. E esse procedimento, espera a inventora, deverá ser acompanhado por policiais para fazer a prisão.
Diz a doutora Ehlers, que o produto foi inventado mesmo para doer e causar intenso desconforto ao estuprador para que ele se distraia com o sofrimento e a vítima tenha tempo de fugir. O imbecil que cair nessa armadilha não vai poder urinar ou andar. Se tentar retirar o instrumento vai sofrer ainda mais porque a pressão sobre o pênis vai aumentar e ele terá cicatrizes para se lembrar do infeliz acontecimento para o resto da vida.
Além disso, o aparelho também protege a mulher de contrair doenças sexualmente transmissíveis, já que qualquer fluido corporal do agressor vai ficar contido dentro da própria cápsula de borracha.
Críticos da invenção chamam o aparelho de "medieval", ao que a doutora rebate, no site do produto, que ainda mais medieval é o desrespeito com o corpo e as vontades de uma mulher. Touché!
Dr. Ehlers concorda que sempre existe a possibilidade do agressor ficar ainda mais violento e acabar matando a vítima, mas argumenta que esse já é um risco inerente a qualquer crime. Ela também admite que mulheres vingativas podem fazer mau uso do produto para punir maridos ou namorados mesmo em situações de sexo consensual.
Entretanto ela está convencida - e eu também - que os benefícios do produto em muito superam os eventuais riscos do uso inapropriado. E para isso oferece um simples conselho ao homens que se relacionam com mulheres de espírito vingativo: "não coloque o que te pertence em locais que não ter pertencem e você nunca terá problemas". Touché mais uma vez.
Quem quiser assistir a um filme que explica em detalhes o funcionamento dessa maravilhosa invenção pode checar esse site aqui: http://www.antirape.co.za/
Que me perdoem os fanáticos por futebol, o que se preocupam em mandar o Galvão calar a boca ou ficam irritados com as grosserias do Dunga, mas pra mim essa foi uma das melhores notícias que vieram da África do Sul nas últimas semanas.






