Cale a boca, jornalista: jornalistas árabes na mira da Casa Branca

Cale a boca, jornalista: jornalistas árabes na mira da Casa Branca

Atualizado em 25/11/2005 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Por
A denúncia feita pelo jornal britânico Daily Mirror , de que a Casa Branca teria planos para bombardear a tv árabe Al Jazira, em Doha (Catar), repercutiu mundialmente.

Segundo informações que circularam nos principais jornais do planeta, o presidente dos Estados Unidos estaria muito incomodado com um suposto 'apoio" da rede aos "extremistas". George Bush não teria agido porque o primeiro-ministro da Inglaterra, Tony Blair, o alertou quanto as possibilidades de mortes de civis inocentes. A Casa Branca rapidamente negou que teria qualquer intenção em atacar a sede do canal árabe.

Entretanto, para desespero dos funcionários da tv árabe, Frank Gaffney, presidente do Centre for Security Policy, de Washington, em entrevista ao no informativo da BBC, Newsnight, defendeu a ação direta contra a emissora. Na palavras de Gaffney, "A Al Jazira e seus jornalistas são um instrumento de propaganda inimiga e é apropriado discutir como neutralizá-los".

Repercussão As entidades Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e a Federação Internacional de Jornalistas solicitaram ao governo estadunidense explicações em relação à notícia do Daily Mirror ."Não ousamos acreditar que essas palavras foram realmente ditas pelo presidente. Seria extremamente grave e constituiria um atentado sem precedentes contra o direito da informação', afirmou a RFS, ontem, em entrevista ao Jornal do Brasil . A organização ainda considerou que 'Invocar uma lei sobre segredos oficiais e ameaçar levar jornais à Alta Corte de Justiça é inquietante num país habitualmente cuidadoso com relação ao respeito à liberdade de imprensa'.

No Catar, a denúncia causou mobilização entre os funcionários da emissora, que iniciaram protestos durante a programação e criaram um blog sob o nome "Don´t Bomb Us" (Não nos bombardeie).