Cade vai decidir futuro do acordo Disney/Fox atento ao Esporte
Análise da superintendência-geral do Cade alerta que a união dos dois grupo pode desequilibrar o mercado de canais esportivos na TV por assi
Desde que a negociação para a compra da Twenty-First Century Fox pela The Walt Disney Company foi anunciada, em julho do ano passado, os canais esportivos das empresas na TV fechada - respectivamente, Fox Sports e ESPN - viraram questão delicada. A união dos dois grupo poderia desequilibrar o mercado de canais esportivos na TV por assinatura. Agora, a questão será definida pelo Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que analisará a negociação.
Crédito:PixabayO esporte virou um problema porque, segundo análise da Superintendência-Geral (SG) da autarquia, há somente um concorrente capaz de rivalizar com esses canais (Sportv) no segmento. Além disso, os canais envolvidos na negociação são hoje os concorrentes mais próximos na distribuição de conteúdo esportivo internacional, principalmente no futebol.
Por isso, a superintendência considerou que a fusão "gera preocupações concorrenciais" no mercado de canais esportivos de TV fechada. De acordo com a conclusão do parecer, "a operação resultará em um aumento significativo na concentração do mercado de canais esportivos de TV por assinatura, com elevada probabilidade de exercício de poder de mercado por parte da Disney. Em razão disso, a SG/Cade entendeu que há potencial de redução da qualidade e diversidade do conteúdo esportivo disponível, além de aumento de custos que poderiam ser repassados aos consumidores".
Nos demais segmentos em que as duas companhias atuam, entre eles distribuição de filmes para cinema, distribuição e licenciamento de conteúdo para TV e licenciamento de produtos para consumo, a superintendência não encontrou motivos para preocupação.
O Tribunal é responsável pela decisão final sobre a negociação. O órgão pode aprovar, reprovar ou determinar a adoção de soluções alternativas para acabar com os problemas apontados no relatório.
O Cade foi notificado da negociação em 20 de julho do ano passado. O prazo legal para a decisão é de 240 dias, prorrogáveis por mais 90.





