Busca no Google leva homem à prisão por assassinato nos Estados Unidos
Busca no Google leva homem à prisão por assassinato nos Estados Unidos
As provas de um crime nem sempre estão em manchas de sangue, fios de cabelo e impressões digitais. Em tempos de vida on-line, laboratórios de perícia criminal têm investido mais em técnicas para identificar criminosos por meio da busca de provas escondidas em computadores, telefones celulares, e-mails, pendrives e até mesmo redes sociais.
Nos Estados Unidos, um desses centros de análise de última geração - o laboratório regional de computação forense (RCFL, na sigla em inglês) do FBI em San Diego, na Califórnia - conseguiu um feito inédito, segundo reportagem da revista Wired . Por meio de registros no site de buscas Google armazenados no computador do suspeito, foi possível provar seu envolvimento em um assassinato.
As provas foram decisivas para a condenação do criminoso, e valeram também à equipe do FBI de San Diego um registro na Sociedade Americana de Laboratórios de Criminalística, normalmente dado apenas a laboratórios que trabalham com evidências mais tradicionais, utilizando microscópios, tubos de ensaio e gelatina balística. O RCFL de San Diego é o 6º dos EUA especializado em perícia tecnológica a entrar nesse seleto clube.
A análise de dados de informática ganhou importância no trabalho forense apenas recentemente. Até então, equipes como a do FBI de San Diego tinham como foco principal a investigação de ataques de hackers e crimes virtuais. Isso mudou quando percebeu-se o envolvimento dos próprios criminosos comuns com o mundo da tecnologia.
"Uma vez, encontramos um vídeo com os criminosos cantando um rap sobre um assassinato que eles mesmo tinham cometido", disse o perito John Leamons, do RCFL, em entrevista à Wired .
Leamons conta que os laboratórios de computação forense ajudaram na investigação de 13 mil casos nos EUA em 2007. Só o RCFL de San Diego trabalhou com evidências de mais de mil crimes, incluindo 171 casos de pornografia infantil e 160 assassinatos.
De acordo com o perito, os dados que costumam dar mais resultados são informações que os criminosos acreditam ter "apagado" dos computadores. Com algum trabalho, no entanto, é possível recuperar a maior parte desses dados. "Qualquer espaço 'vazio' no disco rígido do computador pode ser a chave para resolver um caso", explica Leamons.
Quando você manda o computador apagar um arquivo, na verdade a única coisa que acontece é que o sistema libera aquele espaço para ser utilizado por qualquer outro arquivo a ser gravado no futuro. Os dados originais, portanto, permanecem no disco rígido da máquina até serem "atropelados" por novos dados. O laboratório de San Diego já recuperou até informações de computadores que haviam sido incendiados propositalmente.
As informações são do G1
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