Breno Altman usa direito ao sigilo de fonte para pedir segredo de Justiça a Sergio Moro

Alvo da 27ª fase da Operação Lava Jato, o jornalista Breno Altman, diretor editorial do site Opera Mundi, usou o direito ao sigilo de fontejornalística para pedir segredo de Justiça do conteúdo recolhido pelos investigadores ao juiz Sergio Moro.

Atualizado em 15/04/2016 às 10:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Operação Lava Jato, o jornalista , diretor editorial do site Opera Mundi, usou o direito ao sigilo de fonte jornalística para pedir segredo de Justiça do conteúdo recolhido pelos investigadores ao juiz Sergio Moro.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista pediu sigilo de material coletado em seus computadores e pen drives
Segundo a Folha de S.Paulo , a defesa do jornalista alegou que os arquivos no computador de Altman e pen drives contêm pesquisas jornalísticas e solicitaram que as informações permanecessem acessíveis somente às "partes com interesse processual".
Moro rejeitou o pedido na última quarta-feira (13/4). Ele argumentou ser "inviável" decretar sigilo sobre material ainda não avaliado pelos policiais. Apesar da negativa, determinou que a polícia, "diante da profissão" de Altman, haja com "cautela" e apenas insira no inquérito o que for de interesse criminal.
O jornalista foi levado para depor de maneira coercitiva no início do mês e também foi alvo de ação de busca e apreensão. Em depoimento, afirmou que emprestou dinheiro para o doleiro Enivaldo Quadrado, condenado no processo do mensalão para pagar uma multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Altman assegurou que o empréstimo foi pessoal e não teve relação com o PT.