Brasil urgente, Palocci presidente
Brasil urgente, Palocci presidente
No momento em que Governo e Oposição começam a discutir o fim da reeleição para presidente da República, um novo nome tem surgido com força na mídia e se credenciado para ser uma provável opção como candidato à chefia da Nação, com todo o jeitão de ser considerado o "homem do ano". Trata-se do discreto ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que tem se mantido imune ao vendaval que estremece Brasília.
Descrito como o representante de um "poder silencioso", Palocci foi capa da revista americana "Newsweek". A reportagem de Mac Margolis traça um perfil do ministro como homem forte do governo em meio à crise política e enfatiza sua ação como tranquilizadora dos mercados.
"Newsweek" diz que Palocci era praticamente desconhecido da maioria dos brasileiros, três anos atrás, e que mais parece um "professor de colégio" do que um ministro da Fazenda: "Conhecido por ter uma cabeça fria e uma mão fechada, ele trabalha discretamente para manter a inflação e o gasto público sob controle e os mercados protegido da intromissão dos burocratas" descreve. O perfil não ignora nem o passado trotskista e a gestão do ministro como prefeito de Ribeirão Preto. Traz também depoimentos de antigos colaboradores de Fernando Henrique Cardoso elogiando o trabalho de Palocci.
No mesmo diapasão de "Newsweek", a "CartaCapital" da última semana também dedicou uma capa ao ministro, dando a entender que ele é o grande avalista da governabilidade do país, ao articular no meio político a tal "agenda positiva" (cujo ponto de partida deve ser a adoção de metas de longo prazo para se chegar ao déficit nominal zero). A diferença é que "CartaCapital" foi mais minuciosa ao contar o passado do ministro, revelando seus hobbies e estampando fotos exclusivas do álbum da família Palocci.






