Brasil, mostra sua cara!
A batalha campal que aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro de futebol de 2013, vista nas arquibancadas do jogo entre Atlético
Atualizado em 06/01/2014 às 14:01, por
Rodrigo Viana.
Crédito:Leo Garbin Paranaense e Vasco da Gama, em Joinville, transcende um pouco o que se chama de selvageria.
Não se trata, aqui, de fazer uma defesa do país do futebol. Não! Apesar de as imagens da barbárie (três homens ficaram gravemente feridos) terem corrido o mundo, o que mais impressiona é o descaso das autoridades e a sensação de impunidade dos criminosos – coisas comuns em nosso país, não apenas no futebol.
Primeiro o Ministério Público de Joinville proibiu que a Polícia Militar acompanhasse o jogo, alegando que a partida era um evento particular, no que tem meia razão. Digo meia, porque o mando do jogo era do Atlético Paranaense que estava, sim, com seu estádio interditado e alugou o estádio em Joinville para realizar a partida. Por outro lado, o futebol é patrimônio brasileiro e qualquer zé mané sabe que uma partida entre dois grandes times pode gerar tumulto.
Faltou no mínimo bom senso. Os autores das cenas lamentáveis de briga e espancamento pareciam divertir-se com as câmeras da tevê e dos fotógrafos. Não há outra razão para que três vascaínos envolvidos na briga fossem identificados também em outra confusão do Campeonato Brasileiro deste ano, em Brasília, há três meses. O jornal Lance! comparou fotos dos eventos no Mané Garrincha, estádio de Brasília, no dia 25 de agosto, com os da Arena Joinville e flagrou os mesmos três torcedores do time carioca, um deles até usando a mesma bermuda nos dois incidentes.
Há três meses, a torcida do Vasco se envolveu em briga contra corintianos, que também tinha reincidentes, mas de outro drama. Três dos envolvidos do clube paulista ficaram presos em Oruro, na Bolívia, por causa da morte do jovem Kelvin Espada. Aliás, estive na Bolívia e entrevistei os pais de Kevin “Não vão comprar a morte do meu filho”, disse-me ele na oportunidade.
Fato é que os doze corintianos envolvidos estão soltos numa mal explicada articulação entre os Ministérios da Justiça boliviano e brasileiro. Mas não bastassem os meios tradicionais, a violência agora ganha as redes sociais. Apenas um dia após a briga generalizada que envolveu torcedores do Atlético-PR e Vasco, integrantes da torcida organizada Força Jovem Vasco exibiram no Facebook os “troféus” da pancadaria.
Na foto publicada na página “Guerreiros da FJV” é possível identificar camisas da torcida organizada Os Fanáticos, do Atlético Paranaense, além de outros objetos. O termo “troféu” é usado pelos integrantes das torcidas organizadas para denominar os objetos que conseguem roubar dos rivais.
Pelo visto, no Brasil, que tem nos programas policiais do fim de tarde a maior briga pelos ibopes entre as emissoras de tevê, os responsáveis pelas desgraças já descobriram isso. Prato cheio pra carnificina e pro ibope. Péssimo para o cidadão e para a cidadania.

Não se trata, aqui, de fazer uma defesa do país do futebol. Não! Apesar de as imagens da barbárie (três homens ficaram gravemente feridos) terem corrido o mundo, o que mais impressiona é o descaso das autoridades e a sensação de impunidade dos criminosos – coisas comuns em nosso país, não apenas no futebol.
Primeiro o Ministério Público de Joinville proibiu que a Polícia Militar acompanhasse o jogo, alegando que a partida era um evento particular, no que tem meia razão. Digo meia, porque o mando do jogo era do Atlético Paranaense que estava, sim, com seu estádio interditado e alugou o estádio em Joinville para realizar a partida. Por outro lado, o futebol é patrimônio brasileiro e qualquer zé mané sabe que uma partida entre dois grandes times pode gerar tumulto.
Faltou no mínimo bom senso. Os autores das cenas lamentáveis de briga e espancamento pareciam divertir-se com as câmeras da tevê e dos fotógrafos. Não há outra razão para que três vascaínos envolvidos na briga fossem identificados também em outra confusão do Campeonato Brasileiro deste ano, em Brasília, há três meses. O jornal Lance! comparou fotos dos eventos no Mané Garrincha, estádio de Brasília, no dia 25 de agosto, com os da Arena Joinville e flagrou os mesmos três torcedores do time carioca, um deles até usando a mesma bermuda nos dois incidentes.
Há três meses, a torcida do Vasco se envolveu em briga contra corintianos, que também tinha reincidentes, mas de outro drama. Três dos envolvidos do clube paulista ficaram presos em Oruro, na Bolívia, por causa da morte do jovem Kelvin Espada. Aliás, estive na Bolívia e entrevistei os pais de Kevin “Não vão comprar a morte do meu filho”, disse-me ele na oportunidade.
Fato é que os doze corintianos envolvidos estão soltos numa mal explicada articulação entre os Ministérios da Justiça boliviano e brasileiro. Mas não bastassem os meios tradicionais, a violência agora ganha as redes sociais. Apenas um dia após a briga generalizada que envolveu torcedores do Atlético-PR e Vasco, integrantes da torcida organizada Força Jovem Vasco exibiram no Facebook os “troféus” da pancadaria.
Na foto publicada na página “Guerreiros da FJV” é possível identificar camisas da torcida organizada Os Fanáticos, do Atlético Paranaense, além de outros objetos. O termo “troféu” é usado pelos integrantes das torcidas organizadas para denominar os objetos que conseguem roubar dos rivais.
Pelo visto, no Brasil, que tem nos programas policiais do fim de tarde a maior briga pelos ibopes entre as emissoras de tevê, os responsáveis pelas desgraças já descobriram isso. Prato cheio pra carnificina e pro ibope. Péssimo para o cidadão e para a cidadania.






