Brasil é o país com maior número de jornalistas mortos em 2016

Um levantamento do International News Safety Institute apontou que o ano de 2016 terminou com 115 jornalistas mortos durante o exercício da profissão.

Atualizado em 09/01/2017 às 17:01, por Redação Portal IMPRENSA.




"No ano passado, 115 dos nossos colegas de imprensa foram mortos enquanto faziam o seu trabalho ", disse a jornalista Hannah Storm, diretora do INSI. — A maioria não era de jornalistas internacionais, tinha pouco suporte de grandes cadeias de mídia e muitos morreram após lutas improváveis, ameaças diárias e pressão constante.
Em janeiro, um ataque do Talibã contra a emissora Tolo TV, no Afeganistão, terminou com oito mortos.
Em dezembro, nove jornalistas morreram na queda de um avião militar russo no Mar Negro, que transportava um coral militar para a Síria. Na Colômbia, uma aeronave que transportava o time da Chapecoense caiu, matando 71 pessoas, sendo 20 jornalistas.
Apesar de ter ficado no topo do ranking no relatório anual “Matando o mensageiro”, lideram a lista de países mais perigosos para o exercício da profissão Colômbia, México, Afeganistão, Iraque e Rússia.
Dos 115 profissionais mortos, 60 morreram em países supostamente em paz, como Guatemala, Índia e Brasil. A grande maioria dos mortos são de jornalistas locais, que viviam e trabalhavam no país onde morreram. O INSI identificou quatro casos nos quais suspeitos pelas mortes foram identificados e presos.