Brasil é o 4º país em número de jornalistas mortos em 2004
Brasil é o 4º país em número de jornalistas mortos em 2004
Com 129 mortos, o ano de 2004 foi o pior de todos os tempos para os jornalistas, segundo um relatório da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), publicado nesta terça- feira em Sydney. O Brasil ocupa a nada honrosa quarta colocação na lista da entidade, com seis vítimas fatais.
A FIJ informou que o Iraque foi a nação mais perigosa em 2004, com 19 jornalistas mortos, seguido das Filipinas, onde 13 profissionais da imprensa perderam a vida.
A Índia, com sete jornalistas mortos, ocupa a terceira posição na lista de países mais perigosos, à frente do Brasil, Bangladesh (5), México (5), Colômbia (4), Nepal (4), Rússia (3) e Sri Lanka (3). "A maioria foi vítima de assassinatos políticos", declarou o presidente da FIJ, Chris Warren.
A Federação informou que 62 profissionais dos meios de comunicação morreram por ações da coalizão dirigida pelos Estados Unidos ou de rebeldes islâmicos desde a invasão do Iraque em 2003.
A organização destaca que o balanço - com 43% a mais de mortos do que no ano anterior - demonstra que os jornalistas são cada vez mais considerados alvos durante seu trabalho na cobertura de conflitos ou investigando a corrupção.
"Alguns foram assassinados por bandidos ou matadores profissionais, outros foram vítimas do sistema nervoso, da indisciplina ou do mau enquadramento de soldados", acrescenta.
A maior parte das vítimas era de jornalistas locais que revelaram informações de narcotráfico ou corrupção em seus próprios países.
De acordo com a FIJ, a Ásia é a região que menos respeita a liberdade de imprensa.
Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF






