Brasil é o 42º país em conectividade; legislação prejudica crescimento

O Brasil é o 42º país que mais se conecta à internet, segundo a 5ª edição do estudo Connected Consumer Index, da GfK, que classificou 78 naç

Atualizado em 10/05/2016 às 16:05, por Redação Portal IMPRENSA.

O Brasil é o 42º país que mais se conecta à internet, segundo a 5ª edição do estudo Connected Consumer Index, da GfK. O estudo classificou 78 nações de oito regiões de acordo com os níveis de conectividade de suas populações. Quando o assunto é América Latina, os brasileiros ficam em segundo lugar, atrás apenas dos chilenos.

Crédito:Reprodução Brasil não aumenta conectividade por entraves na legislação
O diretor-geral do Grupo GfK no Brasil, Felipe Mendes, analisa que o país está atrás do vizinho, que é bem menor e menos representativo economicamente, por causa das legislações que travam o avanço do acesso à web para mais cidadãos. "O Chile tem legislação mais favorável a investimentos e uma penetração da banda larga mais alta”.

Entre os Estados que compõem o BRIC o Brasil é o melhor colocado, seguido de Rússia (43ª), China (47ª) e Índia (72ª). Esses casos explicam que o aumento do uso da internet está mais ligado ao interesse em implementar políticas de inclusão digital do que ao poder econômico dos países.
Ainda segundo o estudo, os dispositivos mais utilizados para acessar a rede mundial de computadores no país ainda são os smartphones, mas outros vem crescendo como as televisões e os wearables, que são roupas com conectividade.

Para Mendes, essas tecnologias tendem a se popularizar. “Em apenas um ano, os wearables cresceram 10% e as TVs, 11%. São tecnologias novas que vão ganhar força”.

O executivo ainda chama atenção para a tendência de aumento no acesso à internet em todos os países do mundo, puxado pelo mercado de smartphones. “Este é o principal dispositivo, e muitas vezes o primeiro que os consumidores usam para se conectar aos serviços de transmissão de dados. É provável que esta tendência continue a imperar nos próximos dois ou três anos, pois a redução dos preços significa que mais de um bilhão de consumidores poderão conectar-se usando um dispositivo pessoal pela primeira vez".

Os dez lugares mais bem colocados no ranking são Hong Kong, América do Norte (EUA, Canadá e México), Emirados Árabes Unidos, Noruega, Alemanha, Arábia Saudita, Reino Unido, Suíça, Dinamarca e Suécia.