Bom Senso Futebol Clube
Crédito:Léo Garbin Um dia histórico. Assim pode ser definido o último 13 de novembro quando todos os jogadores da primeira divisão do Campeonato Brasileiro de futebol protestaram contra a Confederação Brasileira de Futebol.
Atualizado em 05/12/2013 às 14:12, por
Rodrigo Viana.
Assim pode ser definido o último 13 de novembro quando todos os jogadores da primeira divisão do Campeonato Brasileiro de futebol protestaram contra a Confederação Brasileira de Futebol.
De braços cruzados durante um minuto depois que o juiz apitou o início das partidas, eles reivindicavam melhores condições de trabalho: um calendário com trinta dias de férias e mais trinta de pré-temporada, além de reduzir para sete o número máximo de partidas por mês. Os jogadores querem, ao fim de tudo, que os reconheçam humanos. Por isso pedem, inclusive, punição aos clubes que atrasarem salários e impostos.
Nada mais natural, diria o autista míope do futebol e da mídia. Autista porque fica alheio a esse tipo de manifestação, legítima. E míope porque não enxerga que ela vem de dentro do campo para fora.
Interessante notar como cada veículo de comunicação noticiou o assunto. A emissora detentora dos direitos dos jogos os vê – jogadores, torcedores e telespectadores como business, produto puro. As outras acompanham esse olhar viciado. Uma ou outra exceção nos canais fechados.
Sim, todos sobrevivem disso. Mas e o bom senso – expressão óbvia e sensacional que dá nome ao movimento dos jogadores de futebol, esses mesmos, tão caricaturados como despolitizados, alienados e coisas do tipo.
Agora pergunto: e se nós, coleguinhas da imprensa esportiva, cruzarmos os braços por melhores condições de trabalho, exigência do diploma, valorização de pós-graduação, horas contratadas, exigência de direitos suprimidos pela "pejotização" dos jornalistas, horário de almoço. Como seria?
Vou mais longe. Nós, críticos por excelência que somos, sabedores das verdades únicas e incorruptíveis morais, nós que buscamos denúncias e mais denúncias não fomos/somos capazes de articular um movimento que transforme as redações jornalísticas mais humanas.
Fico pensando sempre nesse tal bom senso. Dos empresários da comunicação, dos chefes, dos jornalistas, mas, principalmente, do público recebendo a notícia seja lá em que suporte for.
A Copa do Mundo está aí, manifestações virão e os jogadores de futebol do Brasil deram um exemplo muito salutar nesse momento de mudança de consciência e de poder. Não é preciso violência, vandalismo, nem exageros. Basta usar o bom senso. Ou você vai ficar de braços cruzados?

De braços cruzados durante um minuto depois que o juiz apitou o início das partidas, eles reivindicavam melhores condições de trabalho: um calendário com trinta dias de férias e mais trinta de pré-temporada, além de reduzir para sete o número máximo de partidas por mês. Os jogadores querem, ao fim de tudo, que os reconheçam humanos. Por isso pedem, inclusive, punição aos clubes que atrasarem salários e impostos.
Nada mais natural, diria o autista míope do futebol e da mídia. Autista porque fica alheio a esse tipo de manifestação, legítima. E míope porque não enxerga que ela vem de dentro do campo para fora.
Interessante notar como cada veículo de comunicação noticiou o assunto. A emissora detentora dos direitos dos jogos os vê – jogadores, torcedores e telespectadores como business, produto puro. As outras acompanham esse olhar viciado. Uma ou outra exceção nos canais fechados.
Sim, todos sobrevivem disso. Mas e o bom senso – expressão óbvia e sensacional que dá nome ao movimento dos jogadores de futebol, esses mesmos, tão caricaturados como despolitizados, alienados e coisas do tipo.
Agora pergunto: e se nós, coleguinhas da imprensa esportiva, cruzarmos os braços por melhores condições de trabalho, exigência do diploma, valorização de pós-graduação, horas contratadas, exigência de direitos suprimidos pela "pejotização" dos jornalistas, horário de almoço. Como seria?
Vou mais longe. Nós, críticos por excelência que somos, sabedores das verdades únicas e incorruptíveis morais, nós que buscamos denúncias e mais denúncias não fomos/somos capazes de articular um movimento que transforme as redações jornalísticas mais humanas.
Fico pensando sempre nesse tal bom senso. Dos empresários da comunicação, dos chefes, dos jornalistas, mas, principalmente, do público recebendo a notícia seja lá em que suporte for.
A Copa do Mundo está aí, manifestações virão e os jogadores de futebol do Brasil deram um exemplo muito salutar nesse momento de mudança de consciência e de poder. Não é preciso violência, vandalismo, nem exageros. Basta usar o bom senso. Ou você vai ficar de braços cruzados?






