Bob Sharp e sua paixão pelo automobilismo e a rotina de Lívia Meimes como professora

Conselho de pai Crédito:Arquivo Pessoal Como a maioria dos jornalistas, a gaúcha Lívia Meimes escolheu a profissão porque gostava de ler, escrever e se comunicar.

Atualizado em 16/10/2014 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Como a maioria dos jornalistas, a gaúcha Lívia Meimes escolheu a profissão porque gostava de ler, escrever e se comunicar. “Sempre fui fascinada por entender as coisas que me cercavam pelo viés dos ‘bastidores’, saber o que estava por trás do ocorrido, o porquê dos fatos, etc”. Com essas características, ela acreditava que seu lugar era o jornalismo.

“Quando entrei em ‘crise’ sobre o que eu ia fazer para voltar a me sentir realizada na profissão, comecei a mexer na memória, e lembrei que meu pai, que é professor de Geografia aposentado, me dizia que eu deveria ter feito magistério para garantir o ganha-pão no futuro”, explica. Ela sempre foi apaixonada pela figura do professor, tanto que chegou a fazer Mestrado em Comunicação.


Agora aluna do curso de Licenciatura em História na PUC-RS, Lívia comenta sobre como tem sido o processo de transição. “O curioso foi a demora em aceitar que estava

insatisfeita com o que estava ocorrendo com jornalismo. Ainda considero a profissão maravilhosa, o que me incomoda é a forma como as coisas são feitas, sem contar como está o mercado de trabalho”.


“Posso dizer que me afastei do jornalismo, mas não posso falar que em definitivo porque vou usar muito o meu conhecimento para atuar como historiadora e professora de História. A verdade é que estou cada vez mais apaixonada pela História, que está me demandando muita leitura atualmente. E, em breve, espero estar numa sala de aula, fazendo aquilo que meu pai disse que eu deveria ter feito muito antes”.


Circuitos paralelos

Crédito:Arquivo Pessoal Nascido em 1942, aos oito anos Bob Sharp tinha um “quintal” diferente no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro (RJ). Distante poucos metros de seus olhos acontecia uma famosa corrida de automóveis de rua, no circuito “Trampolim do Diabo”. Começava aí uma relação que Sharp mantém até hoje, aos 71 anos. “Foi uma coisa natural”.

O jornalista correu pela primeira vez em 1962 nas "6 Horas da Barra da Tijuca", aos 19 anos, e deixou sua marca como piloto. “Minha época de ouro foi nos anos 70”, lembra. Desde menino apaixonado por automobilismo e leitor voraz do assunto, o conhecimento técnico somado à experiência levou sua marca para fora das pistas. Ele trabalhou em fábricas da Vemag, Volkswagem e General Motors, foi sócio de concessionárias, colaborador de revistas como AutoEsporte, Oficina Mecânica e Quatro Rodas, e gerente de imprensa em empresas como a própria GM.


Atualmente ele é colunista e editor técnico da revista Carro, editor técnico da Fusca & Cia, consultor editorial Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE) Brasil, e um dos criadores e editorchefe do site AUTOentusiastas. “Me divirto muito com os testes que faço até hoje. É sempre uma experiência nova”, conta. Sharp correu pela última vez, em 1986, mas apesar de longe das pistas, jamais se afastou do seu “quintal” e nem pretende. “Vou continuar nisso até o fim”.