Blogueiro esportivo é condenado à prisão por crime contra honra
Jornalista Paulo Cezar de Andrade, editor do Blog do Paulinho, foi condenado em segunda instância por conta da reportagem "Paulo Garcia
Atualizado em 27/06/2019 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
O TJ-SP decretou, em segunda instância, a prisão do jornalista Paulo Cezar de Andrade, editor do Blog do Paulinho, por crime contra a honra, uma tipificação jurídica que engloba a calúnia, a injúria e a difamação por conta da reportagem "Paulo Garcia (Kalunga), que ajudou André Sanches (PT), entra na campanha de André Negão (PDT)", publicada em 2016.
Crédito:Reprodução
A reportagem revela que Garcia financiou a campanha de André Negão, à época vice-presidente do Corinthians e candidato a vereador, por meio de manobra contábil. Segundo a reportagem, a Spiral, indústria gráfica do Grupo Kalunga, foi responsável por 66,5% das despesas de Negão na campanha eleitoral. Na decisão em primeira instância, a juíza considerou que as recorrentes publicações de Paulinho sobre Garcia configuravam perseguição.
A pena inicial, de sete meses e sete dias em regime semiaberto, foi reduzida para três meses. A defesa de Paulinho aguarda a publicação da sentença para saber se o jornalista cumprirá pena no regime aberto ou semiaberto. Ela poderá, nos próximos dias, a embargar a decisão do TJ-SP, tentar um habeas corpus na tentativa de evitar a prisão.
"Se for confirmada a execução, apesar de nitidamente injustiçados, cumprirei a sentença. É inadmissível que jornalistas sejam presos por emitir opiniões e, como neste caso, revelar verdades que os poderosos fazem o Diabo para esconder", escreveu Paulinho em seu blog.
Crédito:Reprodução
A reportagem revela que Garcia financiou a campanha de André Negão, à época vice-presidente do Corinthians e candidato a vereador, por meio de manobra contábil. Segundo a reportagem, a Spiral, indústria gráfica do Grupo Kalunga, foi responsável por 66,5% das despesas de Negão na campanha eleitoral. Na decisão em primeira instância, a juíza considerou que as recorrentes publicações de Paulinho sobre Garcia configuravam perseguição.
A pena inicial, de sete meses e sete dias em regime semiaberto, foi reduzida para três meses. A defesa de Paulinho aguarda a publicação da sentença para saber se o jornalista cumprirá pena no regime aberto ou semiaberto. Ela poderá, nos próximos dias, a embargar a decisão do TJ-SP, tentar um habeas corpus na tentativa de evitar a prisão.
"Se for confirmada a execução, apesar de nitidamente injustiçados, cumprirei a sentença. É inadmissível que jornalistas sejam presos por emitir opiniões e, como neste caso, revelar verdades que os poderosos fazem o Diabo para esconder", escreveu Paulinho em seu blog.





