Blogueiro baleado no RJ diz que uma das provas do atentado foi extraviada de hospital

Blogueiro baleado no RJ diz que uma das provas do atentado foi extraviada de hospital

Atualizado em 05/04/2011 às 14:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma das seis balas que acertaram o blogueiro carioca , no mês passado, desapareceu de um hospital particular em Copacabana, onde ele recebeu os primeiros socorros após o atentado.
Em entrevista ao portal R7, Gama - conhecido por seu um contundente crítico aos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro - afirmou que ainda não foi periciado pela polícia; fora examinado apenas pelos médicos do hospital.
Para o blogueiro, a retaliação era esperada, mas não um atentado contra a sua vida. "Eu pensava que ia tomar umas porradas, uns tapas. Eu não imaginava uma violência de tamanha proporção. Eu sempre soube que ia sofrer uma represália, mas não estava preparado para sofrer o que sofri", explicou.
Segundo Gama, o extravio da bala - considerada prova nas investigações - pode ser um indicativo do suposto desleixo das autoridades em relação ao caso.
"Se eles quisessem ter feito uma investigação séria, quando a polícia quer prender o suspeito, eles divulgariam as informações para impressa. Nada foi mostrado: imagens, retratos falados", sublinhou.
Considerando a possibilidade de que o caso caia no ostracismo, o blogueiro - advogado de formação - diz que ficaria muito frustrado.
"Eu ficaria muito frustrado se tudo isso passar em branco. Isso que vai me assustar, porque sei que outras pessoas podem passar por algo igual. Eu espero sinceramente que a Justiça faça algo",desabafou.
Indagado pela reportagem do portal R7, o hospital Copa D´Or informou que a bala retirada de Ricardo não foi extraviada e será encaminhada ainda esta semana à delegacia de Copacabana (12ª DP), responsável pelas investigações.
Enquanto esteve internado, Gama contava com a proteção de policiais militares. No entanto, após sua alta, o blogueiro perdeu a escolta.
De acordo com o delegado Antenor Lopes, titular da 12ª DP, a decisão de escolta ou proteção policial depende da Secretaria de Segurança ou da própria vítima, que tem o direito de reivindicar o benefício.
"Para isso, seria necessário mobilizar no mínimo uma viatura e entre seis a oito homens para proteger apenas uma pessoa. Enquanto estava no hospital, que é um local público, nós mantivemos".

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