Blogueira paquistanesa atacada pelo Taleban nega ser "personalidade do Ocidente"
No último domingo (13/10), Malala Yousafzai, a jovem blogueira que sobreviveu a uma tentativa de assassinato pelos talibãs, negou as acusações de que teria se convertido em uma "personalidade do Ocidente" e disse estar orgulhosa de ser paquistanesa.
"Meu pai diz que a educação não é nem do Oriente, nem do Ocidente. A educação é a educação e ponto final: é o direito de todos", acrescentou. "As pessoas no Paquistão me apoiam. Não me considero uma Ocidental, sou uma filha do Paquistão e estou muito orgulhosa de ser paquistanesa", revelou.
Segundo a AFP, os opositores de Malala no Paquistão a criticam, acusando-a de ter se convertido em um fantoche do Ocidente. "No dia em que atiraram contra mim e no dia seguinte, as pessoas seguravam cartazes nos quais estava escrito 'Sou Malala'. Não disseram 'Sou talibã'. Elas me apoiam e me encorajam a seguir adiante, a continuar com minha campanha a favor da educação das meninas", disse.
A blogueira também destacou o problema da educação na Síria. "Queremos ajudar, na medida do possível, as crianças de todos os países. Vamos começar por Paquistão, Afeganistão e Síria no momento, porque ali é onde mais sofrem", esclareceu, em referência ao fundo que leva seu nome em favor da educação das meninas.
Ela pontuou ainda sua pretensão em seguir na política: "mais tarde quero fazer política, quero ser uma líder e levar uma mudança ao Paquistão. Quero ser uma mulher política no Paquistão porque não desejo me converter em uma política de um país desenvolvido", acrescentou.
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