Blogueira atacada pelo Taleban lança livro e afirma que pretende ingressar na política
Na última quinta-feira (10/11, a jovem ativista e blogueira paquistanesa Malala Yousafzai disse, durante o lançamento de seu livro "Eu
Na última quinta-feira (10/11, a jovem ativista e blogueira paquistanesa Malala Yousafzai disse, durante o lançamento de seu livro "Eu sou Malala", que deve continuar a defender a educação feminina e está disposta a estudar, ingressar na política e "chegar, algum dia, a ser primeira-ministra do Paquistão".
"A melhor forma de lutar contra o terrorismo e pela educação é por meio da política. Por isso fiz essa escolha. Um médico só pode ajudar uma comunidade, mas um político pode ajudar todo um país", disse.
Segundo a EFE, no dia 9 de outubro, dois talibãs pararam a caminhonete em que ela voltava do colégio no Vale do Swat. "Esse dia eu estava pensando no trabalho que tinha que entregar na escola, sem saber que essa viagem de volta para casa terminaria em um hospital de Birmingham (Inglaterra)", contou.
A maioria dos detalhes que Malala se recorda foram contados a ela depois. Um dos terroristas perguntou: "Quem é Malala?". Então, agarrou "com força" a mão de Moniba, sua melhor amiga, mas não teve tempo de dizer nada porque atiraram contra ela à queima-roupa.
"Quis responder, mas não me deixaram. Agora sim posso. Sou Malala e quero contar minha história neste livro", destacou a jovem ativista. A jovem diz que quer um mundo "muito simples" em que todas as crianças frequentem escolas, onde aprendem, têm livros e lápis, e vivem uma vida feliz e em paz.
Identificada como um ícone global da educação feminina, Malala alega que o que quer é "continuar aprendendo, estudar muito, e frequentar uma boa universidade para poder voltar algum dia ao Paquistão. É meu país e ninguém esquece a terra onde nasceu. Espero poder voltar o mais rápido possível", concluiu.
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