Black Friday inaugura as vendas de Natal
Black Friday inaugura as vendas de Natal
Depois do feriado de Thanksgiving , da última quinta-feira, uma festa semelhante ao Natal do Brasil, com famílias reunidas em torno de uma mesa farta, velas, louças especiais, brincadeiras e agradecimentos, os norte-americanos mergulham no dia declarado como de consumo total: a Black Friday .
Trata-se da sexta-feira depois da comemoração do dia de Ação de Graças, em que os americanos saem bem cedo de casa para inaugurar as grandes promoções da época natalícia.
Não se sabe exatamente como e quando surgiu esse nome, mas há duas histórias bastante divulgadas. Uma delas diz que a origem pode estar vinculada com um artigo publicado pelo jornal americano New York Times que certa vez comparou o trânsito do Black Friday com o trânsito das cidades no dia em que a bolsa de Nova York quebrou. E esse dia histórico (e caótico) de 1929 ficou conhecido como Black Tuesday . A outra teoria defende que a expressão veio para contrastar com o "estar no vermelho", que denomina os dias nos quais se está não apenas sem dinheiro, mas também devendo para o banco. E nos Estados Unidos existe também a expressão "estar no preto", que significa exatamente o oposto. Como esse dia é um dos mais movimentados para o comércio, o nome Black Friday teria surgido para mostrar que esse é o dia em que as lojas "saem do vermelho".
A expectativa de vendas é tanta que os grandes estabelecimentos comerciais prolongam seus horários, abrindo bem cedo para iniciar autênticas sagas que atraem milhões de pessoas a fazerem filas às portas das lojas.
E quando eu digo que saem bem cedo significa acordar por volta das 2h ou 3h da manhã, cobrir-se de casacos e disputar lugares nas filas gigantescas com corajosos consumidores que até acampam nos estacionamentos com suas carteiras recheadas esperando as lojas abrirem. Uma espécie de louca correria consumista na esperança de comprar alguns produtos com preços anunciados com até 80% de desconto.
O resultado de todo esse empurra-empurra que começa na sexta-feira mas vai até pelo menos o domingo, segundo o site de notícias rawstory.com, é que em média 133 milhões de norte-americanos deve ter saído às compras, chegando a desembolsar 1.116 dólares cada, incluindo diversão, presentes, viagens e decoração.
Num momento em que os Estados Unidos atravessa um abrandamento econômico, especialmente provocado pela crise imobiliária e pelo encarecimento dos preços dos combustíveis, a Black Friday e as compras que se prorrogam até o Natal chegam como um belo presente para a maior economia do mundo.






