Biografia de Max Schrappe resgata a história das primeiras indústrias do Paraná

Biografia de Max Schrappe resgata a história das primeiras indústrias do Paraná

Atualizado em 23/03/2009 às 14:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Relato da vida de um importante empreendedor alemão do ramo gráfico, um dos proprietários da Impressora Paranaense, a obra "Max Schrappe - Minha Vida, Mein Leben" (editora Clemente & Gramani, 286 páginas), narra suas memórias desde o embarque no navio Valparaíso, em Hamburgo (Alemanha), em 1891.

Schrappe trocou a Alemanha pelo Brasil, mais especificamente Papanduva (Santa Catarina). Ali, começou a trabalhar como contador. Entretanto, logo descobriu que havia mercado para a venda de baralhos. Comprou uma pequena máquina litográfica manual e aprendeu o ofício de desenhar sobre a pedra. Estudou, pesquisou e se tornou litógrafo. Logo passou a fazer outros serviços gráficos e, por fim, acabou por se dedicar, basicamente, à produção de rótulos coloridos, aplicados nas barricas de erva-mate exportadas para o mercado italiano.

Em 1905, a empresa foi transferida para Joinville (SC) e, anos mais tarde, foi aberta uma filial em Curitiba (Paraná). Em 1912, associou-se ao industrial Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Cerro Azul, proprietário da Impressora Paranaense, consolidando a forte ligação da família com o ramo gráfico.

"Max Schrappe - Minha Vida, Mein Leben" - que foi concebido e coordenado pelo neto do autor, Max H. G. Schrappe - traz panoramas curiosos sobre a política e a economia do fim do século XIX, registrando, com minúcia, como se vivia e se trabalhava no Brasil e na Alemanha daquela época. A riqueza das informações e os detalhes preservados resultaram em um informe que desperta da atenção dos leitores e contribui para o regaste histórico da evolução da sociedade e da atividade gráfica nos estados do Paraná e de Santa Catarina, principalmente.

Na opinião do escritor e historiador Hernani Donato, registrada em seu prefácio, "a obra conta, no melhor estilo alemão de harmonizar observações de ordem geral e considerações pessoais, a trajetória de um homem e de uma empresa, os quais, ao final, se mostram ao leitor com uma única fisionomia: Max Schrappe e Impressora Paranaense".

Escrito originalmente em alemão, o diário de Schrappe traz uma narrativa audaciosa e dinâmica, como se houvesse sido concebido para ser publicado. Responsável pela tradução do conteúdo, Werner Egon Schrappe, neto do autor, intentou fazer "com que as novas gerações pudessem também tirar proveito daquela leitura tão inspiradora".

"Minha amada segunda pátria", era a referência de Schrappe - que aproveitou a primeira oportunidade que teve para se naturalizar - ao Brasil. O significado disso fica muito claro no livro, pois sua dedicação ao desenvolvimento de suas atividades no ramo gráfico com certeza contribuiu para o crescimento do País que tão bem o acolhera. A capacidade de promover mudanças positivas é uma virtude muito especial! É um dom que transforma alguns indivíduos em protagonistas de seu espaço e de seu tempo. E este livro é o fruto deste dom.

O livro será lançado em 26 de março, a partir das 19h30, no Auditório do Instituto Martius-Staden, Colégio Visconde de Porto Seguro Unidade III - Panamby (Rua Itapaiúna, 1355 - São Paulo / SP).