Barack Obama ratifica lei que proíbe discriminação de gênero no trabalho

Barack Obama ratifica lei que proíbe discriminação de gênero no trabalho

Atualizado em 30/01/2009 às 14:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Como forma de agradecimento ao apoio que recebeu de defensores dos direitos das mulheres nas eleições presidenciais, a primeira lei sancionada por Barack Obama, na última quinta-feira (29), visa combater a discriminação de gênero no trabalho.

"Ao sancionar esta lei, eu pretendo dar uma mensagem clara, que fazer nossa economia funcionar significa garantir trabalho para todos, que não existem cidadãos de segunda categoria no trabalho", declarou o novo presidente dos Estados Unidos.

Nos EUA, as mulheres recebem um salário cerca de 23% menor que os homens. A nova lei ratifica o Ato de Direitos Civis de 1964 - que proíbe discriminação de gênero, raça, religião, idade, origem nacional ou deficiência - e reverte uma decisão da Suprema Corte de 2007, que dificultava a iniciativa das mulheres de processar empresas por discriminação de gênero no trabalho.

Segundo a agência de notícias Reuters, a medida foi aprovada pelos democratas, mas alguns republicanos se mostraram preocupados por temerem que a decisão de Obama possa levar a uma onda de processos por queixas antigas, o que dificultaria a contratação de mulheres em um momento de recessão.

A assinatura da lei contou com a presença de Lilly Ledbetter, cujo nome é homenageado pela medida: Lei Lilly Ledbetter pelo Pagamento Igual. No governo Bush, ela descobriu que era a supervisora mais mal paga de uma fábrica da Goodyear, mesmo estando há 19 anos no emprego e tendo mais experiência que outros colegas homens.

Apesar da Justiça ter considerado que ela era vítima de discriminação, a Suprema Corte entendeu que a queixa só valeria se tivesse sido apresentada até 180 dias depois da primeira ofensa.

"Troféu Mulher Imprensa"

Neste ano de 2009, a revista e o portal IMPRENSA, em parceria com Aberje e Maxpress, promovem a quinta edição do "Troféu Mulher Imprensa", que visa reconhecer o trabalho das mulheres nas redações brasileiras.

Neste ano, além da votação, que já está disponível em sua segunda fase, através do site, será publicada uma série de matérias sobre a atual situação da mulher em diversas vertentes, seja no trabalho, na violência doméstica ou nos assédios sexual e moral, que muitas vezes as profissionais são submetidas.

Longe de "vitimizar" a mulher, a intenção é a de mapear suas condições de vida e trabalho, mostrando que os avanços ainda são pequenos, se levados em conta os desafios que ainda hão de ser superados até que se chegue ao fim do preconceito de gênero. Na próxima matéria, o tema tratado será assédio.

Acompanhe as matérias, informe-se e clique para participar da votação e escolher sua jornalista predileta entre as finalistas das doze categorias do Troféu.

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