Banda "Dixie Chicks" no especial musical da Rede 21, no domingo, dia 16
Banda "Dixie Chicks" no especial musical da Rede 21, no domingo, dia 16
A atração do Especial Musical deste domingo (16/01) tem apenas três discos de estúdio no currículo, mas tornou-se um fenômeno de público e crítica, e ainda pode ser considerado um dos mais promissores nomes do country da atualidade: o Dixie Chicks. Gravado em dezembro de 2002, na ocasião de lançamento do disco "Home", o mais recente da banda, o show "An evening with the Dixie Chicks", aconteceu no luxuoso Kodak Theather em Los Angeles, o mesmo teatro das transmissões do OSCAR. A apresentação, que do início ao fim consegue encantar o público com a força e graça das belas texanas, conta com as músicas do último álbum, além dos sucessos que ajudaram a consagrar o Dixie Chicks como um dos maiores grupos femininos de música country da atualidade: "Long Time Gone", "Landslide", "WideOpen Spaces" e "Cowboy Take Me Away".
Garotas polêmicas e bem-sucedidas
O Dixie Chicks pode ser considerado um nome novo dentro da música country americana: as texanas Natalie Maines (voz), Martie Seidel (violino) e sua irmã, Emily Robison, (banjo) só saíram do anonimato em 1998, mas foram rapidamente para o topo das paradas do estilo, disputando espaço com nomes como Tim Mcgraw e Shania Twain.
Os dois primeiros discos do Dixie Chicks, "Wide Open Spaces" de 1998, e "Fly" de 1999, venderam juntos mais de 19 milhões de cópias e renderam quatro prêmios GRAMMY: dois de melhor álbum country e dois de melhor performance vocal por duo ou grupo country. O disco seguinte repetiu de maneira notável os feitos dos anteriores, sendo aclamado pela crítica e os fãs. "Home", de 2002, rendeu mais quatro prêmios GRAMMY. A turnê de "Home", foi composta por sessenta e seis shows, sendo que cinqüenta e um deles tiveram lotação esgotada. As apresentações estabeleceram um novo recorde nos Estados Unidos: mais de 867 mil ingressos vendidos nos primeiros dias, o que bateu nomes Madonna, Rolling Stones, Nsync, entre outros.
O sucesso da turnê parece demonstrar a reconciliação definitiva do grupo com seu público, que quase as abandonara em março de 2003, após Natalie dizer, durante um show em Londres, que sentia vergonha do presidente americano George W. Bush, na época ainda ameaçando entrar em guerra com o Iraque, ter nascido no mesmo estado que ela. A declaração gerou um mal-estar instantâneo nos Estados Unidos: elas foram vaiadas no ACADEMY OF COUNTRY MUSIC AWARDS e os fãs pediram para tirar as músicas do grupo das rádios e alguns, mais exaltados, chegaram a quebrar CDs do trio publicamente.
Pouco tempo depois, a polêmica transformou-se em benefício e trouxe mais publicidade para o Dixie Chicks, que chegou a ser o símbolo de diversos protestos a favor da paz (recebeu, inclusive, o apoio de outros artistas como REM, Bruce Springsteen e Pearl Jam). Em mais um ato ousado, as três posaram seminuas para uma revista semanal de entretenimento americana, pintando em seus corpos rótulos que receberam como "opinativas", "traidoras" e "anjos de Saddam". A cada disco, o trio consegue conquistar a simpatia de novos fãs seja por meio da postura ativa diante das causas humanitárias ou de um country mais acessível e popular, mas que jamais deixa de reler os mestres como Willie Nelson, Johnny Cash e Alan Jackson. Os especiais musicais da Rede 21 são exibidos todos os domingos, às 22h30.






