Band diz que assessor de Tarso Genro pressionou canal para não divulgar pesquisa
Levantamento aponta vantagem da senadora Ana Amélia Lemos (PP) na disputa pelo governo do Estado
Atualizado em 20/08/2014 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última terça-feira (19/8), a divulgação de uma pesquisa de intenção de votos gerou uma troca de alfinetadas entre um assessor do governador do Rio Grande do Sul (RS), Tarso Genro (PT), e o diretor de jornalismo da Band, Renato Martins.
Crédito:Reprodução/Twitter Assessor de governador pressionou Band a não divulgar pesquisa
De acordo com a Agência Estado, o canal acusa a equipe do governador de pressioná-los para evitar a divulgação de um levantamento que apontava a vantagem da senadora Ana Amélia Lemos (PP) na disputa pelo governo do Estado.
A pesquisa em questão, realizada pelo Instituto Methodus a pedido da Band, mostra que Ana Amélia obteve 42,4% das intenções de voto e Tarso com 31%. Na simulação de segundo turno, a candidata tem 52,1% e o governador, 36,4%. O instituto ouviu 1,5 mil eleitores entre os dias 8 e 13 de agosto, em 25 cidades do Estado.
Na última sexta-feira (15/8), uma pesquisa do Datafolha também indicou a senadora na frente, com 39% da preferência do eleitorado, contra 30% do governador. O último levantamento do Ibope, entretanto, mostrou o empate técnico entre os dois candidatos, sendo 36% de Ana Amélia e 35% de Tarso.
"Não contesto pesquisas quando elas são ruins pra nós, mas quando estão erradas. É o caso da Methodus. Pesquisa não retrata o cenário atual", o assessor Guilherme Gomes em seu perfil no Twitter depois da divulgação do levantamento.
Momentos depois, o diretor de jornalismo da Band divulgou uma mensagem que o assessor havia lhe enviado mais cedo por WhatsApp. "Essa decisão [de divulgar a pesquisa] vai acarretar em uma nova relação entre nós e a Band", dizia o texto.
Em nota enviada a jornalistas, Gomes negou que tenha pressionado a emissora para não divulgar a pesquisa. "O que pessoalmente contestei foi a escolha do Instituto contratado, já que o Methodus tem errado constantemente nas avaliações que faz do atual governo", disse.
O assessor alegou que as mensagens tratavam dos reflexos que o levantamento poderia obter nas eleições. "Foi então que escrevi, por conta própria e de maneira equivocada, admito, que a decisão de divulgar a pesquisa Methodus poderia acarretar em uma nova relação do governo com a Band", relatou.
Gomes disse ainda que já trabalhou para o canal e, desde o início do governo, possuía o hábito de trocar mensagens com executivos do grupo. "Fui traído pela minha ingenuidade", acrescentou o assessor.
Crédito:Reprodução/Twitter Assessor de governador pressionou Band a não divulgar pesquisa
De acordo com a Agência Estado, o canal acusa a equipe do governador de pressioná-los para evitar a divulgação de um levantamento que apontava a vantagem da senadora Ana Amélia Lemos (PP) na disputa pelo governo do Estado.
A pesquisa em questão, realizada pelo Instituto Methodus a pedido da Band, mostra que Ana Amélia obteve 42,4% das intenções de voto e Tarso com 31%. Na simulação de segundo turno, a candidata tem 52,1% e o governador, 36,4%. O instituto ouviu 1,5 mil eleitores entre os dias 8 e 13 de agosto, em 25 cidades do Estado.
Na última sexta-feira (15/8), uma pesquisa do Datafolha também indicou a senadora na frente, com 39% da preferência do eleitorado, contra 30% do governador. O último levantamento do Ibope, entretanto, mostrou o empate técnico entre os dois candidatos, sendo 36% de Ana Amélia e 35% de Tarso.
"Não contesto pesquisas quando elas são ruins pra nós, mas quando estão erradas. É o caso da Methodus. Pesquisa não retrata o cenário atual", o assessor Guilherme Gomes em seu perfil no Twitter depois da divulgação do levantamento.
Momentos depois, o diretor de jornalismo da Band divulgou uma mensagem que o assessor havia lhe enviado mais cedo por WhatsApp. "Essa decisão [de divulgar a pesquisa] vai acarretar em uma nova relação entre nós e a Band", dizia o texto.
Em nota enviada a jornalistas, Gomes negou que tenha pressionado a emissora para não divulgar a pesquisa. "O que pessoalmente contestei foi a escolha do Instituto contratado, já que o Methodus tem errado constantemente nas avaliações que faz do atual governo", disse.
O assessor alegou que as mensagens tratavam dos reflexos que o levantamento poderia obter nas eleições. "Foi então que escrevi, por conta própria e de maneira equivocada, admito, que a decisão de divulgar a pesquisa Methodus poderia acarretar em uma nova relação do governo com a Band", relatou.
Gomes disse ainda que já trabalhou para o canal e, desde o início do governo, possuía o hábito de trocar mensagens com executivos do grupo. "Fui traído pela minha ingenuidade", acrescentou o assessor.





