Banco de fontes ajuda jornalistas que cobrem crise humanitária dos yanomamis

Especializada em apoiar a cobertura da imprensa, aproximando fontes científicas e pesquisadores de repórteres e editores, a agência Bori criou um serviço específico para ajudar jornalistas que cobrem a crise humanitária que atinge os yanomamis.

Atualizado em 26/01/2023 às 11:01, por Redação Portal IMPRENSA.



A ideia é que os profissionais de imprensa tenham acesso a uma lista de fontes especializadas nesse povo indígena. Para obter acesso ao banco de fontes, basta fazer um cadastro gratuito no site da agência. Mais de 10 pesquisadores do norte do país integram a lista. Crédito: Reprodução CNN Brasil Cestas básicas chegam a terra indígena yanomami após governo federal decretar crise de saúde pública A crise virou notícia após o governo federal declarar situação de emergência em saúde pública no território yanomami, que fica em Roraima, é alvo de desmatamento e garimpo ilegais e abriga mais de 30 mil indígenas.

Desnutrição e doenças

Estima-se que problemas como desnutrição e infecções respiratórias atinjam cinco mil crianças yanomamis. Júnior Yanomami, presidente do conselho distrital de saúde indígena de sua aldeia, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que recebe ameaças de morte desde 2019 e que nenhum dos mais de cem pedidos de ajuda feitos ao Ministério da Saúde e à Funai nos quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foram atendidos.
Na gestão Bolsonaro, ao menos 570 crianças yanomamis morreram, a maioria de fome, malária e diarreia. Uma idosa morreu no dia 22 de janeiro, de desnutrição, após ser resgatada e fotos suas viralizarem nas redes sociais.

Mais de 11 mil casos de malária foram confirmados entre os yanomami apenas em janeiro. Uma das causas da altíssima propagação da doença são as poças de água que ficam nos buracos escavados pelos garimpeiros, compondo um ambiente ideal para a reprodução do mosquito que transmite a doença.