Vida de poeta, por Luana Agner
Vida de poeta, por Luana Agner
Atualizado em 01/08/2006 às 14:08, por
Luana é estudante de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR).
Vida de poeta , por Luana Agner
Quem pensa que poeta vive de sentimentos e palavras está muito enganado. É uma pessoa como qualquer outra, que tem seus compromissos sociais e financeiros, e a poesia é seu trabalho de onde deveria tirar seu sustento. "Eu gostaria muito de poder viver só da minha arte, mas ainda não se ganha o suficiente. Já melhorou muito, hoje eu faço exposições e tenho meus trabalhos nas melhores livrarias do estado",diz o poeta Chiquinho do Além Mar.Porém, são poucos os artistas que conseguem ter seu trabalho reconhecido e valorizado, por isso eles tendem a buscar outras atividades paralelas para poder suprir suas necessidades. E a poesia acaba ficando em segundo plano, para as horas vagas, e um dia, quem sabe, acaba sendo reconhecida.
Chiquinho, que faz poesia de cordel, teve a chance de publicar seu trabalho graças à ajuda de amigos e ao patrocínio da prefeitura de São Cristóvão, no Sergipe, para artistas locais. Ele vende principalmente para turistas e participa de congressos em outros estados, o que possibilita a maior divulgação de seu trabalho. Chiquinho dedica-se à poesia em seu horário de folga, pois trabalha como professor de inglês numa escola de idiomas. Mas, com todos os empecilhos encontrados nessa profissão, teve sorte em conseguir um apoio financeiro para publicar seu trabalho. Muitos nem isso conseguem.
A poesia tem um mercado restrito e um público escasso, o que cria barreiras para investidores, frustra os artistas e faz com que muitos abandonem seu dom. Os amantes da poesia são os que mais perdem com isso, pois não têm a chance de conhecer novos trabalhos e estilos.
"O problema é o baixo valor que as pessoas dão aos nossos trabalhos. Mas eu tenho a perseverança que essa realidade possa mudar e que a gente tenha uma maior valorização", sonha Chiquinho do Além Mar.






