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"Universidade Nova": Evento no Piauí debate proposta do governo sobre mudanças na estrutura acadêmica dos cursos federais

"Universidade Nova": Evento no Piauí debate proposta do governo sobre mudanças na estrutura acadêmica dos cursos federais

Atualizado em 28/02/2007 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

"Universidade Nova": Evento no Piauí debate proposta do governo sobre mudanças na estrutura acadêmica dos cursos federais

Nesta segunda-feira (26/02), teve início o seminário "Universidade Nova: Sensibilização & Debate, Essencialidade & Reformulação". O encontro aconteceu nos dias 26 e 27 de fevereiro, na Universidade Federal do Piauí (Ufpi), em Teresina, capital do Estado.

Durante o evento, foi debatido um novo projeto para a instituição. O seminário teve participação do diretor da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação - SESu/MEC, Manuel Palácios, apresentando a Reforma Acadêmica e Expansão da Universidade Pública.

Participaram, também, os reitores das universidades federais da Bahia (Ufba), Naomar de Almeida Filho, mostrando "As perspectivas da Universidade Nova"; do ABC, Luiz Bevilacqua, debatendo sobre "Universidade Nova: a experiência da UFABC"; e da Universidade de Brasília, Timothy Martin Mulholland, apresentando "A experiência da UNB". Compareceram também coordenadores de cursos, chefes de departamentos, diretores de setor, Centros Acadêmicos, pró-reitores e representantes de vários setores da universidade.

"Estamos reunidos aqui para darmos uma resposta ao estímulo dado pelo Governo Federal às Instituições Federais de Ensino Superior. Fomos chamados à responsabilidade de melhorar os indicadores de qualidade de nossas Universidades", afirmou o Professor Doutor Reitor da UFPI Luiz de Sousa Santos Júnior, sobre o evento, em sua fala inicial.

Proposto pelo MEC (Ministério da Educação) o projeto "Universidade Nova" fará parte do pacote educacional que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá lançar nos próximos dias.

Segundo informa o portal Universia, o presidente Lula irá anunciar a criação de um Plano de Desenvolvimento para a Educação. Em fase de definições, ele irá contemplar desde os projetos de alfabetização de adultos até a pós-graduação. O pacote educacional virá, ainda, acompanhado de mudanças nas instituições federais. A idéia é estabelecer metas para ser cumpridas pelas instituições, substituir o vestibular tradicional pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e exigir a adoção de ações afirmativas (como as cotas) para ampliar o acesso de pobres, negros e índios ao ensino superior. O governo também pretende abrir mais 680 mil vagas nas universidades federais até 2012 (o que representa uma expansão da ordem de 117%).

Embora ainda não estejam claras as ações que serão tomadas, já se sabe que as universidades não serão obrigadas a adotar o plano. Elas assinarão termos de cooperação com o ministério para participar do processo. Segundo reitores presentes ao evento em Teresina, essas conversas já tiveram início e o MEC espera que as instituições apresentem projetos. Não há previsão de prazo para divulgação do plano, que deve ser implantado através de decreto presidencial.

A proposta mais polêmica do pacote educacional é a implantação de um Bacharelado Interdisciplinar nos cursos federais. Uma espécie de ciclo básico, comum às áreas e obrigatório a todos os alunos. Depois dele, os alunos decidiriam a composição do seu curso, praticamente compondo toda a sua grade. Atualmente, sistema similar já funciona na UFABC (Universidade Federal do ABC), em São Paulo, e é o que se pretende fazer na UnB (Universidade de Brasília).

"O que estamos construindo é um processo bem interdisciplinar. Não queremos ter apenas química, física ou matemática. Queremos colocar um pouco mais de humanidades nas exatas e um pouco mais de exatidão nas humanas", diz a vice-reitora da UFABC, Adelaide, no evento em Teresina. "A principal vantagem é que o aluno vai ser atendido em sua totalidade. Se ele tiver um curso definido, vai direto à conclusão, a instituição não vai barrar ele. Mas se ele não tiver clareza, vai ter tempo para definir o seu caminho, e a universidade vai ter esse espaço para ele."

Clique e veja o documento final produzido durante o Seminário Universidade Nova, na Universidade Federal do Piauí.