TV Cultura: Diretor da Fundação Padre Anchieta reclama de corte no orçamento
TV Cultura: Diretor da Fundação Padre Anchieta reclama de corte no orçamento
TV Cultura: Diretor da Fundação Padre Anchieta reclama de corte no orçamento
A Agência Estado divulgou, ontem (29/06), comunicado interno do diretor presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça. A carta é direcionada aos funcionários, que estão com salários atrasados, e informa sobre as dificuldades impostas pelo corte de 17% no orçamento, determinado pelo governo do Estado de São Paulo.Mendonça faz queixas em relação à falta de apoio do governo federal e diz que pretende intensificar as negociações para que a fundação receba pelo menos R$ 8 milhões em verbas publicitárias previstas para 2006.
Confira abaixo a nota na íntegra, publicada no site Último Segundo (www.ultimosegundo.ig.com.br):
"Esclarecimento aos funcionários e colaboradores da Fundação Padre Anchieta
O prestígio e o reconhecimento que a Fundação Padre Anchieta desfruta perante a sociedade é resultado do esforço e dedicação de seus funcionários e colaboradores. É em respeito a eles que a Direção da Fundação Padre Anchieta vem esclarecer o seguinte:
1. O Governo do Estado de São Paulo determinou um corte imediato de 17% nas despesas de custeio em todo o orçamento do Estado, indiscriminadamente;
2. Isso significa que o recurso que a Fundação Padre Anchieta recebe mensalmente do Estado teve uma redução direta de 17%, compulsoriamente;
3. Essa redução não foi prevista quando a Fundação elaborou o orçamento de 2006;
4. Entende-se por custeio todas as despesas referentes ao funcionamento da Fundação como pessoal, água, luz, manutenção, etc;
5. No sentido de evitar uma redução proporcional na produção das nossas emissoras - e a conseqüente perda de postos de trabalho - a Direção da Fundação foi obrigada a adotar várias medidas de contenção de gastos e aumento de produtividade além do aumento da captação de receitas próprias;
6. Isso visa, prioritariamente, a preservação do quadro funcional e o cumprimento das obrigações assumidas pela Fundação com seus colaboradores e fornecedores;
7. As primeiras medidas de contenção levaram à renegociação - e conseqüente redução - dos contratos de telefonia, energia, água, satélites, segurança, manutenção, entre outros;
8. Outra medida adotada pela direção foi intensificar as negociações junto ao Governo Federal para que a Fundação Padre Anchieta receba pelo menos R$ 8 milhões em verbas publicitárias durante o ano de 2006. Para que os funcionários tenham uma idéia da gravidade do assunto em 2005 o Governo Federal investiu R$ 888.396.790,91 (oitocentos e oitenta e oito milhões, trezentos e noventa e seis mil, setecentos e noventa reais e noventa e um centavos) em publicidade. Desse montante a Fundação Padre Anchieta recebeu apenas R$ 300 mil reais ou o equivalente a 0,00033% do total. Só a Cartoon Network - no mesmo período - recebeu do Governo Federal R$ 8 milhões de reais ou 26 vezes mais que a TV Cultura. Em 2006 a situação vem se repetindo. O tratamento político e discriminatório que a Fundação tem recebido por parte do Governo Federal prejudica não apenas as suas atividades mas diretamente o seu quadro de colaboradores. Outra questão pendente na esfera federal é a liberação de R$ 1,5 milhão empenhados desde janeiro deste ano. Esse valor é o resultado de emendas da bancada de deputados federais por São Paulo, e até hoje não cumprido pelo Governo Federal;
9. As alterações efetuadas no plano de saúde procuraram causar o menor impacto possível para os colaboradores da Fundação e seus dependentes. Todos os funcionários continuam, sem qualquer ônus, a desfrutar dos benefícios do plano de saúde. Apenas para os colaboradores com salários superiores a R$ 2.500,00 reduziu-se uma parte do subsídio para os dependentes;
10. Neste momento, a Direção está negociando junto à empresa credenciada a melhoria do Plano Referencial, sem aumento do custo;
11. Ainda como demonstração de sua preocupação com seu quadro de colaboradores e familiares a Fundação tem investido recursos substanciais na formação e desenvolvimento de seu pessoal. Todos os funcionários que pleitearam bolsas de estudo para o aprendizado de outro idioma foram contemplados. Além disso, a Fundação já negociou com a Universidade São Marcos, a Uninove e a Escola Superior de Propaganda e Marketing a permuta de cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, etc. - em todas as áreas do conhecimento humano. Nos próximos dias estará abrindo a inscrição para a oferta de bolsas de estudo para funcionários e dependentes, segundo critérios definidos pela área de Recursos Humanos.
Contando com a compreensão e a colaboração que certamente o momento exige, agradecemos a todos. Marcos Mendonça Diretor Presidente" 





