SJPMRJ - PAN 2007 vai abrir oportunidades para jovens jornalistas
SJPMRJ - PAN 2007 vai abrir oportunidades para jovens jornalistas
Atualizado em 04/05/2006 às 08:05, por
Por: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
SJPMRJ - PAN 2007 vai abrir oportunidades para jovens jornalistas
A realização de um grande evento esportivo como a Copa do Mundo, Olimpíada ou Jogos Pan-Americanos mexe com todo um país. A estrutura preparada para receber os atletas, os turistas e os profissionais de imprensa de todo o mundo traz inúmeros benefícios para a cidade e os estados onde as disputam se realizam. Em 2007, de 13 a 29 de julho, o Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Pan-Americanos e a expectativa em torno do evento é muito grande, não só aqui na cidade, mas em todo o país, já que o Brasil vive o sonho de poder sediar a Copa do Mundo de 2014.O terceiro painel do Fórum de Jornalismo Esportivo, realizado na manhã desta terça-feira (2/5), no auditório do Sindicato, serviu para discutir os benefícios que o evento vai trazer para a cidade e, em especial, para os profissionais de imprensa. "O PAN e a Imprensa" teve como palestrantes Carina Almeida, da Textual, responsável pela assessoria de imprensa do Comitê Rio do PAN (ela substituiu Roberto Falcão, que não pode comparecer ao Fórum por estar acompanhando a comitiva da Odepa - Organização Desportiva Pan-Americana, em visita de inspeção aos locais onde acontecerão os Jogos); Jorge Luiz Rodrigues, editor assistente de O Globo e titular da Coluna Panorama Esportivo; e Luiz Fernando Lima, diretor de esportes da TV Globo. O mediador foi Sérgio du Bocage, da TVE / DB Press.
Sobre a estrutura que está sendo elaborada para receber a imprensa - serão cerca de 1.500 jornalistas credenciados, entre brasileiros e estrangeiros -, Carina disse que o "coração" de todo esse trabalho será o Riocentro, em Jacarepaguá, onde vai funcionar o Centro Internacional de Imprensa, uma área de 13.500 metros quadrados com salas de trabalho, área exclusiva para fotógrafos, salas para entrevistas coletivas, lojas de conveniência, balcões de atendimento, bares e restaurantes. "Além disso, em todas as instalações onde os Jogos serão realizados haverá um pequeno centro de Imprensa totalmente informatizado, servindo de apoio aos profissionais. Também estão sob nossa responsabilidade os hotéis e o transporte oficial destinados aos jornalistas".
Em relação ao mercado de trabalho dos jornalistas, Carina Almeida afirmou que aproximadamente 100 profissionais deverão ser contratados para a cobertura dos Jogos de 2007. Depois, deu outra notícia que agradou ao público participante do Fórum de Jornalismo Esportivo. "Além das vagas que serão criadas para os profissionais, o Comitê Rio do PAN está com inscrições abertas para cerca de 400 voluntários que vão atuar junto à Imprensa e a prioridade é para estudantes de jornalismo". Os interessados, que devem ter 18 anos completos na época dos Jogos, devem acessar o site do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (CO- RIO), o www.rio2007.org.br, e fazer seu cadastro na seção "voluntários".
Carina lembra que o PAN não se resume apenas às obras dos locais onde as disputas acontecerão ou à Vila onde os atletas ficarão hospedados, embora sejam as mais visíveis. "Temos certeza que o legado que vai ficar será grande e a assessoria de imprensa do CO-Rio terá um papel muito importante nesse processo. Tem muitas notícias que os jornalistas não vêem, pois só pensam nas obras, e nós estamos ali para mostrá-las, abrir os olhos da imprensa. Isso, somado à organização de todo o processo de comunicação, também vai fazer diferença no sucesso do dos Jogos Pan-Americanos".
Qual o papel da TV nos Jogos Pan-Americanos? Foi com esse questionamento que o diretor de esportes da TV Globo, Luiz Fernando Lima, começou sua explanação e explicou que, para chegar à resposta, outras perguntas foram feitas pela equipe da Rede Globo na elaboração do Projeto PAN 2007 da emissora. "Primeiro precisamos descobrir qual é o público que vai receber essa informação? A partir dessa análise planejamos nossa estratégia de trabalho e elaboramos nosso Plano Estratégico de Comunicação, baseado em valores, realizações, educação e emoção".
Para Luiz Fernando, o PAN é no Rio, mas é do Brasil, razão pela qual a Rede Globo pensa o evento como um projeto transformador do esporte no país. "Um dos nosso objetivos é explorar o conceito de que o esporte é sinônimo de inclusão social, cidadania, discilina, valores éticos. Procuramos apoiar todas as manifestações esportivas na vida comunitária onde elas acontecem, além de valorizar o professor, em especial o de educação física, como agente catalizador desses conceitos e ampliar o conhecimento pelo público de modalidades esportivas que não possuem visibilidade significativa". Ao finalizar sua apresentação, o diretor de esportes da TV Globo lembrou a importância da realização do PAN no Rio de Janeiro, enfatizando que "o mercado brasileiro de esportes terá valor maior depois dos Jogos Pan-Americanos de 2007".
Quem também entende que o Rio e o Brasil, como um todo, sairá ganhando com a realização do PAN 2007 é o jornalista Jorge Luiz Rodrigues, de O Globo. Ele, no entanto, alerta que as mudanças não serão aquelas tão sonhadas pela população, pois falta cobrança, inclusive da imprensa, aos governantes. "A mídia tem uma participação muito importante nesse processo, mas a imprensa, de um modo geral, ainda não percebeu o quanto é importante um evento desse para a cidade, o estado e o país. Vai mudar a cara do Brasil, sim, mas vai mudar menos do que se imaginava. É preciso ter o compromisso real e irrestrito do Prefeito, do Governador e do Presidente da República e cabe à imprensa cobrar isso".
Jorge Luiz lembra que desde 1963 o Brasil não organiza um megaevento esportivo dessa magnitude e que o PAN de 2007 servirá de aprendizado para os profissionais de imprensa de um modo geral. "O repórter de jogos olímpicos é um dos mais versáteis do jornalismo, pois ele cobre diversas situações inusitadas. Antigamente o esporte olímpico era chamado de amador e preterido pelos próprios grandes jornalistas de futebol. Mas isso mudou com a divulgação e ampliação do conceito de esporte ligado à saúde, educação e inclusão social. Acredito que o PAN do Rio vai servir como uma verdadeira escola para todas as editorias".






