Seminário Internacional Imprensa Multimídia: Novas mídias exigem criatividade do mercado publicitário

Seminário Internacional Imprensa Multimídia: Novas mídias exigem criatividade do mercado publicitário

Atualizado em 15/03/2006 às 11:03, por Thaís Naldoni e  de Brasília.

Seminário Internacional Imprensa Multimídia : Novas mídias exigem criatividade do mercado publicitário

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Um exemplo bem humorado de cross media marcou a palestra de Mirna Concilio - assessora da Central Globo de Desenvolvimento Comercial. Mostrando alguns dos cases cross media da Rede Globo, entre eles o carnaval, Criança Esperança e Big Brother Brasil, Mirna efetuou, pelo site do Big Brother, a compra de edredons. Em seguida, solicitou - via spot de rádio - que os participantes do Seminário procurassem debaixo das cadeiras do auditório um papel, com um número de telefone. As três pessoas que encontrassem o papel e ligassem naquele momento, levariam para casa os edredons comprados. "É um exemplo de interatividade e de cross media. Pelo site do programa é possível efetuar a compra, ver o que acontece na casa, ligar, votar nas enquetes e eliminar os participantes", disse.

O Painel V contou, ainda com a presença de Andrés Bruzzone (Grupo Abril/SP) e Mônica Rebello (Publicis/DF). A moderação ficou a cargo de Sinval de Itacarambi Leão, diretor e editor da revista IMPRENSA.

Tendências de mercado


As tendências do mercado de comunicação foram explanadas por Andrés Bruzzone, jornalista e diretor Superintendente de Mídia Digital do Grupo Abril. De acordo com ele, antes era mais fácil fazer um plano de mídia, já que o retorno era garantido com poucas opções. "Hoje, existe a segmentação. Além disso, ninguém que tenha um mínimo de visão, acredita que apenas com inserções comerciais nos veículos tradicionais se tenha uma estratégia de mídia completa", garantiu.

Os anunciantes, segundo Bruzzone, já estão de olho nas novas mídias. Entre elas, até mesmo os games estão inseridos. "Um anúncio bem colocado em um game, pode dar um retorno muito maior do que a inserção em uma mídia convencional". No entanto, o jornalista afirma que não há ainda capacitação adequada para esta nova tendência. "Eu não sei como fazer anúncios para games. Tenho que aprender, senão perco meu emprego", diverte-se.

O Google também foi citado por Andrés como uma forte ferramenta comercial: seja para o bem, seja para o mal. O jornalista citou o caso de uma fábrica de cadeados, que um usuário descobriu ser possível abrir com a ponta de uma caneta Bic. "O rapaz colocou a descoberta no seu blog e acabou com a tal fábrica. Em contrapartida, se você não aparece, é o mesmo que não existir", finaliza.

Olhar das agências

Mônica Rebello - vice-presidente da Publicis Brasília - falou um pouco sobre a visão do mercado publicitário sobre as novas mídias. Segundo ela, apesar de as novas mídias não estarem acessíveis à maioria da população, elas oferecem grandes oportunidades de negócios. "Apenas 20% da população tem acesso à Internet. Mas o orkut, o MSN e a grande penetração dos celulares possibilitam diversas oportunidades de negócios", analisa.

Quanto à TV Digital, Mônica acredita que o processo de implantação e popularização da nova tecnologia será lento. "Não há como ser rápido se for levado em consideração que há pouco tempo, havia um número significativo de televisores em preto e branco no país. Até que o conversor tenha um preço acessível ou mesmo a TV tenha um preço acessível, a TV Digital será um produto de elite".

O 1º Seminário Internacional Imprensa Multimídia - realizado pela revista IMPRENSA, com patrocínio da Petrobras e TAM, e apoio da Coca-Cola Brasil - termina hoje (15/03). O evento acontece no espaço Caixa Cultural, em Brasília/DF.