Se educação é vida, então ela é prioridade, por Gisele de Oliveira - Universidade Estácio de Sá/RJ
Se educação é vida, então ela é prioridade, por Gisele de Oliveira - Universidade Estácio de Sá/RJ
Atualizado em 26/01/2006 às 15:01, por
Gisele de Oliveira, estudante do 7º período de jornalismo e da Universidade Estácio de Sá/RJ.
Se educação é vida, então ela é prioridade , por Gisele de Oliveira - Universidade Estácio de Sá/RJ
PorInfelizmente, em pleno século XXI, a educação como prioridade de um governo ainda é motivo de discussão. É vergonhoso saber que, em muitos países, ainda há altos índices de analfabetismo e que suas autoridades não se preocupam em mudar esta realidade. Diante deste quadro nos vemos obrigados a gritar: EDUCAÇÃO é VIDA! E se educação é vida, então ela é prioridade. Investir em educação é preparar profissionais que possam colaborar na resolução de problemas que ameaçam a vida como o tráfico de drogas, a prostituição, a fome e a seca. Educar um povo é dar-lhes a consciência de que terem suas vidas ameaçadas por esses problemas não faz parte de seus direitos.
Em países subdesenvolvidos, os menos favorecidos se entregam à criminalidade, ao tráfico de drogas e à prostituição. Mal preparados pelo ensino público não encontram espaço na sociedade para trabalharem honestamente. Em algumas escolas públicas, chega-se a encontrar profissionais que nem a qualificação exigida têm para educar os alunos. E se, em muitas, encontramos professores graduados e até mesmo pós-graduados, a má remuneração não os incentiva a um compromisso maior com o ensino. Além disso, não se pode esquecer que faltam recursos apropriados para aulas de qualidade. Quem consegue ver nessa escola a possibilidade de mudança de vida? De ingresso no mercado de trabalho e sucesso profissional? Assim, a escola pública se torna uma perda de tempo na vida desses jovens e como solução mais imediata eles se limitam a uma vida obscura e que em geral não tem volta: a do tráfico e a da prostituição.
Dar prioridade à educação muda este quadro. Possibilita àqueles que estão na escola, a visão de uma série de caminhos rumo à felicidade. Mas, para que a população menos favorecida tenha condições de estudar é necessário apoio financeiro para transporte e alimentação. Não é possível estudar com fome. Mas, com apoio, é possível estudar e acabar com ela. Governos que colocam os jovens nas escolas possibilitam que eles aprendam uma profissão, dando-lhes condições de ingressar no mercado de trabalho. Ao trabalhar e gerar renda, esses jovens podem ajudar a erradicar a fome em seus países. Mais que isso, um governo que prioriza a educação dá condições à população de sair da marginalidade e conquistar seu lugar na sociedade.
Quando governantes investem na educação de seu povo eles o fazem porque sabem que isso faz um país se desenvolver. Ao proporcionar ensino de qualidade para todas as idades se ensina a trabalhar, a empreender e a gerar riquezas para o país. Um país forte economicamente não precisa se endividar com empréstimos a juros altíssimos. Assim, sobra dinheiro para investimentos em educação e esta que é a máquina que movimenta um país é impulsionada. É uma das principais soluções que resolveria problemas como o das favelas do Rio de Janeiro e a seca no nordeste do Brasil.
Priorizar a educação é fazer com que as pessoas compreendam seus direitos. É não permitir que sejam alienadas e nem que suas vidas sejam ameaçadas. É proporcionar-lhes condições de serem independentes e não lhes tirar a arma mais importante que têm para se defenderem: o conhecimento. Educação é vida, educação é luz. Luz para que se compreenda que o acesso à educação e, falo aqui de educação de qualidade, é direito universal de todo e qualquer cidadão. Então, se governos descomprometidos não fazem dela uma prioridade em seus países, façamos nós, começando por reclamar este direito.






