Rusga ministerial: Gilberto Gil pede desculpas por críticas indiretas a Hélio Costa
Rusga ministerial: Gilberto Gil pede desculpas por críticas indiretas a Hélio Costa
Atualizado em 31/03/2006 às 15:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Rusga ministerial : Gilberto Gil pede desculpas por críticas indiretas a Hélio Costa
Na última quarta feira, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, participou de uma aula inaugural para os alunos do curso de Comunicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Tudo corria bem até que Luciana Rabelo - jornalista, vinda de Recife-PE - pediu ao ministro que lesse um texto, intitulado "Brasileiros, atenção - O cordel da TV Digital". O texto tem duras críticas ao posicionamento de Hélio Costa, ministro das Comunicações, em relação ao padrão de TV Digital a ser adotado pelo Brasil. O fato causou enorme desconforto no Planalto, já que o texto dizia, entre outras coisas, que Costa é um empresário boçal que deseja usar a digitalização da mídia para manter o oligopólio no setor.
Em nota, o ministro da Cultura defendeu-se, dizendo que não tinha a intenção de ofender Costa e que "não conhecia a íntegra do conteúdo do cordel". A nota explica que a leitura do texto pode ter duas interpretações. Uma, no contexto da aula, na qual Gilberto Gil "falava sobre Democracia e a necessidade de os governantes tratarem as críticas com tranqüilidade, apontando o texto como um dos exemplos das diversas formas de manifestação expressadas pela sociedade em um governo democrático". E uma outra leitura, que estaria fora do contexto, segundo Gil, na qual "pode parecer uma indelicadeza com o ministro das Comunicações, Hélio Costa".
Se não levarmos em consideração as possíveis intrigas futuras entre os ministros, o mesmo evento na UFRJ foi de extrema importância, já que um ministro de Estado defendeu que a sociedade debata a democratização dos meios de comunicação. Apesar de ser ano eleitoral, a atitude de Gilberto Gil pode ser um sinal para que os movimentos sociais aumentem a pressão no sentido de obrigar o governo a cumprir a Constituição de 1988 e democratizar a comunicação.






