Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, faz as contas: "Cerca de mil jornalistas brasileiros estarão na Copa"
Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, faz as contas: "Cerca de mil jornalistas brasileiros estarão na Copa"
Atualizado em 31/01/2006 às 08:01, por
Gabriel Mitani*.
Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, faz as contas: "Cerca de mil jornalistas brasileiros estarão na Copa"
Por No corre-corre habitual da seleção, quem fica responsável pelo meio-campo entre a imprensa e os jogadores é o jornalista Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF.Em entrevista exclusiva ao Portal IMPRENSA, Rodrigo Paiva faz as previsões para a Copa da Alemanha e avisa: "Não vamos retaliar os jornalistas que batem na CBF".
IMPRENSA - Como funciona o esquema de credenciamento pela CBF? Há uma previsão de quantos jornalistas brasileiros irão à Copa?
Rodrigo Paiva - A CBF faz o credenciamento da mídia impressa. Nesse segmento, irão cerca de 100 jornalistas e 30 fotógrafos para a Alemanha. Mas, somando todas as mídias, devem ir cerca de mil jornalistas brasileiros à Copa.
IMPRENSA - Qual a maior equipe?
Paiva - Só a Globo levará 170 profissionais. Eles terão uma equipe em cada cidade-sede da Alemanha.
IMPRENSA - Qual o critério para conceder credenciais?
Paiva - É simples. Nós damos preferência àqueles jornalistas que sempre acompanham a seleção, e não apenas em momentos oportunos como Copa do Mundo. Não levamos em conta nossos atritos com os veículos, nem os jornalistas que são duros com a CBF e muitas vezes dizem mentiras. Não há retaliações.
IMPRENSA - O que esperar dessa Copa?
Paiva - Na Copa de 2002, a seleção brasileira foi eleita a de melhor relacionamento com a imprensa. Isso porque sempre tentamos fazer a organização de maneira democrática. Nós, especialmente, adotamos o sistema de zona mista (longo corredor em que jornalistas ficam de um lado da grade e os jogadores de outro). O objetivo para a Copa da Alemanha é repetir o feito de 2002. Dar condição de trabalho a toda a imprensa e conseguir que todos tenham acesso à seleção.
IMPRENSA - Diz-se que a CBF instrui os jogadores para conceder entrevistas preferencialmente à TV Globo. O que você tem a dizer?
Paiva - É bom lembrar que a CBF não tem poder de mandar nos jogadores, apenas de instruí-los. Então, não vejo muito fundamento nessas críticas. A Globo consegue material de qualidade porque investe em futebol. Quando, na zona mista, há apenas um jornalista de cada veículo, a Globo tem oito.
Não podemos ignorar que eles têm o direito de transmissão, e isso pesa na qualidade da informação. E muitas vezes os próprios jogadores procuram a Globo, o interesse parte deles próprios.
* Gabriel Mitani é estagiário do Portal IMPRENSA






