Roberto Cabrini: Jornalista da Band entrevista Pimenta Neves
Roberto Cabrini: Jornalista da Band entrevista Pimenta Neves
Atualizado em 04/05/2006 às 12:05, por
Pedro Venceslau e da redação.
Roberto Cabrini : Jornalista da Band entrevista Pimenta Neves
Por Enquanto todas as emissoras lutavam para conseguir uma imagem de Pimenta Neves entrando, saindo ou sendo julgado dentro do Fórum de Ibiúna, a Band surpreendeu a concorrência com uma entrevista exclusiva com réu. O autor do furo, Roberto Cabrini, conta que a entrevista, feita por telefone, foi gravada há bastante tempo e que estava aguardando o julgamento para colocá-la no ar. Nesta entrevista para o Portal Imprensa, Cabrini fala sobre os bastidores da entrevista e conta quais foram suas impressões sobre o jornalista que virou pauta.Portal IMPRENSA - Qual o sentimento do Pimenta em relação à cobertura da imprensa no caso do assassinato da Sandra Gomide?
Roberto Cabrini - Senti uma certa mágoa dele em relação à cobertura do caso. Ele tem dificuldade em aceitar o fato de ser um jornalista que virou notícia. O Pimenta sempre achou que a imprensa não queria expor o lado dele. Por outro lado, ele sempre se recusou a falar formalmente. Queria e não queria ao mesmo tempo. Estava com a mente confusa.
Portal IMPRENSA - Quando você começou a apurar essa matéria?
Roberto Cabrini - Logo depois do assassinato, em 20 de agosto de 2000. No dia 27, eu fiz a matéria para o "Fantástico". Desde então, venho tentando falar com ele.
Portal IMPRENSA - Quando foi gravada essa conversa?
Roberto Cabrini - Essa conversa, que foi feita em um dos primeiros contatos com ele, aconteceu mais ou menos há um ano atrás. Não era para ser a entrevista definitiva, mas como tenho hábito de gravar todas as conversas importantes, acabou sendo. Meu objetivo era agendar uma entrevista formal. Eu tinha até esquecido que tinha essa fita.
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Portal IMPRENSA - Foi difícil conseguir convencê-lo a falar? Ele sabia que a conversa por telefone estava sendo gravada?
Roberto Cabrini - Ele sabia que estava falando com um jornalista. Como ele acabou não aceitando falar como manda o figurino, com a câmera ligada, a única forma de expor o lado dele foi fazer a entrevista por telefone. O Pimenta mediu cada palavra. Não falou uma vírgula que não tenha sido pensada. Não houve nenhum momento de informalidade .
Confira os principais trechos da entrevista :
"Não sou um assassino. Sou alguém que cometeu um ato desesperado, estúpido, mas não sou uma pessoa com um passado de violência... não sou nada disso"
"Estou sofrendo mais do que ela ( Sandra Gomide )"
"Isso pode acontecer com qualquer pessoa"
"A única coisa que eu sei é que puxei o gatilho, né? Duas vezes. Eu nem sabia que tinha atingido a Sandra. Achei que ela tinha caído"
"Eu me sentia usado por ela"






