Risco: Jornalista argentina é perseguida pela polícia após denunciar exploração sexual
Risco: Jornalista argentina é perseguida pela polícia após denunciar exploração sexual
Atualizado em 18/07/2007 às 11:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Risco: Jornalista argentina é perseguida pela polícia após denunciar exploração sexual
A jornalistas argentina Claudia Acuña, fundadora da agência de imprensa digital "La Vaca", vem sofrendo perseguição da polícia e do poder judicial desde 11 de julho de 2007, quando revelou na imprensa e em livro a existência de uma rede de prostituição que funcionaria sob o controle de algumas autoridades em Buenos Aires. Pelo mesmo motivo, a jornalista já foi condenada a pagar multa de 3 mil pesos.A denúncia foi feita nesta quarta-feira (18/07) pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, que declarou ser "curioso" o fato de que "quando vem a público um caso como este, se ataque à jornalista em lugar de avançar com as investigações sobre o objeto de suas revelações".
Desde o dia 11 de julho, funcionários da polícia Argentina estariam controlando a identidade das pessoas que têm freqüentado a casa de Cláudia Acuña, em Buenos Aires. Segundo ela, a vigilância estaria relacionada a suas recentes investigações sobre a prostituição na cidade, e especialmente com seu livro "Nenhuma mulher nasce para puta", no qual denuncia a exploração sexual das mulheres e a perseguição que sofrem, por parte da justiça, da polícia e de alguns políticos.
De acordo com a ONG RSF, a jurisdição que teria ordenado a vigilância dos atos da jornalista se negou a dar mais explicações sobre sua decisão.






