Retaliação: Atlético-PR veta entrada em estádio de equipe da rádio Transamérica

Retaliação: Atlético-PR veta entrada em estádio de equipe da rádio Transamérica

Atualizado em 28/03/2007 às 12:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Retaliação : Atlético-PR veta entrada em estádio de equipe da rádio Transamérica

O Clube Atlético Paranaense envolveu-se em nova polêmica com a imprensa do estado neste final de semana.

Conhecido por manter um relacionamento difícil com os jornalistas, o clube vetou a entrada no estádio Arena da Baixada de uma equipe da rádio Transamérica, para a transmissão do jogo contra o Rio Branco, no último domingo (25/03).

A negativa, segundo um comunicado emitido pela rádio, foi dada na tarde de sexta-feira, "sem qualquer motivação ou explicação".

O comentarista da Transamérica Airton Cordeiro arriscou uma alternativa e tentou fazer o credenciamento para a partida como funcionário do jornal Gazeta do Povo, no qual mantém uma coluna sobre esportes.

Segundo a rádio, toda a equipe do jornal obteve licença para entrar na Arena da Baixada, mas a credencial de Airton foi vetada, também sem explicações.

No comunicado, a Transamérica diz acreditar que o veto é uma retaliação do clube a um comentário feito por Cordeiro em 2004. Durante uma transmissão, ele criticou o aumento de preços para partidas realizadas no estádio.

A reportagem do Portal IMPRENSA entrou em contato em duas oportunidades com a assessoria de imprensa do Atlético e foi informada de que o único habilitado a falar sobre o assunto era o diretor Mauro Holzmann.

Procurado, o dirigente alegou que estava impossibilitado de falar nas duas ocasiões.

A rádio considerou a atitude do clube "discriminatória". "Nenhuma outra rádio, ao que se sabe, recebeu esse tipo de tratamento ou restrição", justificou.

No sábado, a Transamérica acionou a justiça para assegurar o direito de transmissão da partida, que foi conseguido com liminar expedida pela juíza Nilce Regina Lima - que fixou multa de R$ 400 mil ao Atlético em caso de descumprimento da decisão.

A magistrada considerou o veto à rádio um "ato abusivo, arbitrário e discriminatório".