Reconhecimento: Denúncia do "mensalão" ganha Prêmio Folha de Jornalismo
Reconhecimento: Denúncia do "mensalão" ganha Prêmio Folha de Jornalismo
Atualizado em 02/03/2006 às 12:03, por
Por: Gustavo Girotto / Redação Portal IMPRENSA.
Reconhecimento: Denúncia do "mensalão" ganha Prêmio Folha de Jornalismo
O resultado do Grande Prêmio Folha de Jornalismo de 2005 foi divulgado, nesta quinta-feira (02/03) . Duas entrevistas com o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), que tornaram conhecido o esquema do "mensalão" e detonaram a pior crise política do governo Lula, renderam à editora do Painel, Renata Lo Prete, a primeira posição.Publicadas em 6 e 12 de junho, sob os títulos "PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson" e "Dinheiro do "mensalão" vinha de estatais e empresas, diz Jefferson", as entrevistas revelaram a existência de pagamentos feitos pelo PT a parlamentares da base aliada em troca de apoio político no Congresso Nacional. As denúncias também tornaram públicas as ações do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, responsável por pagamentos a parlamentares.
A comissão julgadora de 2005 foi composta por Suzana Singer, secretária de Redação, Marcelo Beraba, ombudsman da Folha, Márion Strecker, diretora de Conteúdo do UOL, e Luiz Carlos Bresser Pereira e Demétrio Magnoli, colunistas da Folha.
Outras categorias
O Prêmio Folha foi criado em 1993 para reconhecer, anualmente, os melhores trabalhos produzidos por profissionais da Empresa Folha da Manhã S/A, que edita a Folha e o "Agora". Há premiações bimestrais e uma seleção final, na qual são anunciados, além do Grande Prêmio, os vencedores de seis categorias.
O ganhador do Prêmio Folha na categoria Reportagem foi o colunista Guilherme Barros, com uma série de textos publicada ao longo do ano sobre a disputa comercial entre o controlador do Opportunity, Daniel Dantas, de um lado, e os fundos de pensão e o Citigroup, do outro.
O Prêmio Folha na categoria Edição foi dado aos jornalistas Vinicius Mota e Marcos Guterman, com "Atentados matam 37 em Londres". O trabalho premiado foi publicado em 8 de julho, com imagens e textos sobre ataques no metrô e contra um ônibus.
Na categoria Serviço, os premiados foram às jornalistas Laura Capriglione, Fernanda Mena, Tereza Novaes e Fátima Fernandes, com o caderno especial "Colégios", publicado em 29 de abril. O trabalho, baseado em pesquisa Datafolha, revelou as escolas de São Paulo que tinham maior número de alunos aprovados nos cursos mais disputados da USP.
O conjunto de capas na cobertura da morte do papa, de Massimo Gentile e Fabio Marra, venceu o prêmio na categoria Arte.
Na categoria Fotografia, Fernando Donasci foi o premiado com o conjunto de imagens "Tristes Trópicos, 50 anos", publicado em 22 de maio no caderno Mais!.
Com o caderno "A longa viagem de D. Quixote", os jornalistas Sylvia Colombo, Alcino Leite Neto, Marcos Flamínio Peres e Cássio Starling Carlos venceram o Prêmio Folha na categoria Especial. O trabalho, publicado em 18 de junho, abordou o 400º aniversário da publicação do livro escrito por Miguel de Cervantes.
O Prêmio Folha também destaca a cada bimestre os melhores trabalhos publicados pelo jornal. Além do trabalho vencedor do Grande Prêmio Folha de Jornalismo e dos que ganharam nas categorias de Reportagem e Edição, foram premiadas nos bimestres as reportagens "Cana mantém sobrevida de 125 mil em MG", de Rogério Pagnan e Joel Silva, "Sem julgamento, idosa agoniza na cadeia", de Gilmar Penteado, e "Um ministro em maus negócios", série de reportagens de Rubens Valente, Josias de Souza e Marta Salomon sobre as denúncias envolvendo o então titular da Previdência, Romero Jucá (PMDB-RR).






