"Operação abafa": Veja reclama de abusos contra repórteres; PF se defende
"Operação abafa": Veja reclama de abusos contra repórteres; PF se defende
"Operação abafa" : Veja reclama de abusos contra repórteres; PF se defende
Uma nota da revista Veja divulgada ontem (31/10) denuncia supostos abusos cometidos pela Polícia Federal contra repórteres que prestavam depoimento no inquérito sobre o vazamento de informações a respeito do encontro clandestino entre Freud Godoy, ex-assessor da presidência da República, e Gedimar Passos, envolvido no caso do dossiê contra políticos tucanos.Repercutida pelo blog do jornalista Ricardo Noblat, a denúncia foi lida no plenário do Senado por Heráclito Fortes (PFL-PI). Intimados, os jornalistas Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro, responsáveis pela reportagem sobre o tal encontro, foram ouvidos na tarde de ontem pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira.
"Para surpresa dos repórteres sua inquirição se deu não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos. As perguntas giraram em torno da própria revista que, por sua vez, pareceu aos repórteres ser ela, sim, o objeto da investigação policial", diz a nota da Veja .
A revista frisa que não houve violência física, mas diz que os repórteres foram instados a revelar suas fontes e quis saber quem fora o editor responsável pela expressão "Operação Abafa", que intitula a matéria. Referindo-se à duração do depoimento, o delegado teria dito: "Se você ficou duas horas, seu chefe vai ficar quatro".
Os repórteres também teriam sido impedidos de consultar a advogada da Editora Abril que os acompanhava. "Em determinado momento, Ferreira ameaçou transformar a advogada em depoente. Ele também negou aos jornalistas de Veja o direito a cópias de suas próprias declarações, alegando que tais depoimentos eram sigilosos. A repórter Júlia Duailibi foi impedida de conversar com o repórter Marcelo Carneiro", reclama a revista.
A Polícia Federal também divulgou uma nota sobre os fatos, alegando que os questionamentos às testemunhas foram feitos "normalmente" e "versaram exclusivamente sobre os fatos constantes da matéria da Veja , como seria cabível em semelhante apuração".
"Em nenhum momento os repórteres, ou sua advogada, manifestaram às referidas autoridades a contrariedade ou discordância com a condução do depoimento, causando surpresa à este órgão a conotação de suposta arbitrariedade que vem sendo dada ao procedimento em questão", ressalta a PF. 





